Chico Ferreira

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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Foragido da justiça baiana é preso em Petrolina

maTADOR


 Segunda-feira (29), por volta das 10h, policiais militares do 5º BPM  receberam denúncias de que Flávio de Souza Lima, 33 anos,se encontrava escondido no Acampamento Divisas na PE 647. Segundo informações do boletim de ocorrência, Flávio é foragido da justiça do estado da Bahia.
Ele foi apresentado e entregue na Delegacia de Polícia Civil para adoção das medidas legais pertinentes ao caso. “Pelo grau de periculosidade desse indivíduo, ele é considerado, pelas policias, como sendo um alvo prioritário”, informou.
O motivo do ato praticado por ele não foi divulgado.

TER ESCOLHA CORRETA




Estamos vendo candidatos,
De todas as maneiras.
De toda a espécie de sujeito,
De sujeitos sem escrúpulo,
De sujeitos sem compostura,
De sujeitos a que vem comprarem
Seu voto somente em épocas de
Eleições em dois em dois anos.
Temos que abrir os olhos,
Ficarmos bem atentos,
Para não sermos iludidos,
Com esses picaretas.
Que só vem com palavras
Bonitas pra levarmos
Os nossos votos
E nunca mais vermos.
Temos que ter muito cuidado
E escolher certo.



Zerc Viceniti

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Após quase sete horas, termina sequestro em Brasília


Mensageiro do Hotel St. Peter era mantido algemado e com um colete que conteria explosivos. Criminoso se entregou à polícia



Após quase sete horas, terminou na tarde desta segunda-feira o sequestro de um funcionário do Hotel St. Peter, no Setor Hoteleiro Sul de Brasília. José Ailton de Souza, de 49 anos, era mantido algemado desde as 9 horas por Jac Souza Santos, de 30 anos, natural do Tocantins. A vítima vestia um colete em que o sequestrador afirmava haver explosivos. Santos se entregou à polícia por volta das 16 horas. Ele foi levado em uma viatura para a 5ª Delegacia de Polícia do DF. Segundo o delegado Pedro Paulo Almeida, a arma que o sequestrador usava era falsa. As supostas bananas de dinamite também. Santos escolheu o 13º andar do hotel justamente em alusão ao PT, partido do qual é crítico. Ele também pedia a extradição do terrorista italiano Cesare Battisti, a realização de uma reforma política e a aplicação efetiva da Lei da Ficha Limpa.

O local foi esvaziado e o perímetro que cerca o estabelecimento foi cercado pela polícia. Homens do Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil permaneceram todo o tempo dentro do hotel; três negociadores da corporação interagiram diretamente com Jac durante o período. "Os negociadores mostraram que a única saída era a rendição", diz o delegado Pedro Paulo de Almeida, chefe da Divisão de Comunicação da Polícia Civil. Além deles, familiares do sequestrador participaram da negociação - segundo a polícia, a distância.

Segundo Alaídes Alves, tia do sequestrador, ele já havia afirmado em janeiro que faria uma "surpresa". Jac sempre foi envolvido com a política. Em 2008, disputou uma vaga na Câmara de Vereadores da cidade de Combinado (TO) pelo PP. Aos policiais, ele entregou uma gravação em que pede desculpas e pede mudanças na política. Na casa dele em Tocantins, investigadores encontraram cartas em que ele se despede da família, pede desculpas e afirma que agiu por desespero.  "Foi tudo planejado porque ele gravou no dia 19 e as cartas são do dia 26", afirma o delegado Almeida.

Do lado de fora do hotel, havia agentes do Corpo de Bombeiros, do Batalhão de Ações Especiais da PM, do Esquadrão de Bombas, da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ao todo, 150 pessoas participaram da operação.

Jac estava em Brasília desde sábado, mas só entrou no hotel por volta das 6h desta segunda. Cerca de três horas depois, ele imobilizou o funcionário, um mensageiro, no 13º andar do prédio e bateu à porta de outros hóspedes dizendo ser um terrorista - as autoridades descartam, porém, qualquer ligação dele com grupos internacionais. Com a chegada das autoridades, todos os hóspedes e funcionários foram obrigados a deixar o local. Segundo a Polícia Civil, o homem aparentemente sofreu um surto. O hotel é um dos mais importantes de Brasília e fica à beira do Eixo Monumental, a via mais importante da capital federal.

Com certa frequência, o sequestrador aparecia com o refém na sacada de um dos apartamentos e obrigava o refém a erguer os braços para exibir o colete onde haveria explosivos.

MORRE O HOMEM QUE TEVE O CORPO QUEIMADO POR EX-NAMORADA EM JUAZEIRO



Momento em que a vítima era socorrida pelo SAMU.

Um homem teve o corpo queimado por uma suposta ex-namorada no bairro Alagadiço, em Juazeiro, na tarde de sexta-feira (26), e ficou com queimaduras de terceiro grau e teve de ser encaminhado às pressas ao Hospital Regional da cidade, onde passou por procedimentos médicos e morreu na manhã deste sábado (27), após complicações. O corpo de José Neilson foi velado na casa de sua sogra, na Rua 11 do bairro Itaberaba, em Juazeiro.

O caso

A acusada ateou fogo em um colchão que a vítima estava dormindo e ainda incendiou vários móveis dentro da residência, segundo informações, na tentativa de matar a vítima, sua esposa e filhos. O incêndio foi controlado por populares e pelo Corpo de Bombeiros. A reportagem da Revista do Vale colheu algumas informações acerca do fato, mas não conseguimos contato com a Polícia Civil para sabermos mais sobre a identidade da acusada, que fugiu após cometer o crime e está sendo procurada. (Fonte: Adalberto  Mariano)

GOVERNADOR WAGNER BATEU FORTE EM WALTER PINHEIRO




 
O governador abriu a porta de saída do PT para o senador Walter Pinheiro Nunca na história do PT um luminar do partido desferiu um golpe tão mortal contra um companheiro como fez o governador Jaques Wagner em relação ao senador da República Walter Pinheiro. Até por cultivar um estilo em que a polidez e a elegância sempre prevaleceram sobre a agressividade nas relações políticas, as declarações de Wagner atribuindo leviandade às afirmações de Pinheiro legitimando acusações de que o PT teria desviado recursos públicos, por meio do Instituto Brasil, tiveram um impacto simplesmente avassalador para a sobrevida do senador no petismo.
Não que não houvessem questionamentos aqui e ali em relação a posicionamentos pontuais de Pinheiro, acusado por muitos colegas de sempre agir se preocupando muito mais com sua própria imagem do que com a do coletivo petista, apesar de dever sua história, na qual se incluem todos os cargos eletivos que ocupou ou postos políticos que indicou, à agremiação onde começou como vereador de Salvador. Mas pelo fato de o senador ter sido repreendido de forma tão constrangedora pela maior liderança do PT no Estado da Bahia, que ainda sinalizou que ele precisa procurar um outro partido se quiser continuar na política.
É verdade que, ao longo dos anos, apesar de não morrer de amores por ele, Wagner se tornou o credor, senão principal, quase exclusivo, da maioria das realizações políticas de Pinheiro no PT. Caso de sua eleição ao Senado que, comenta-se na sigla, o governador resolveu encampar depois que ele bateu o pé no sentido de ser colocado de qualquer jeito na chapa com que Wagner redisputaria o mandato.
Em 2008, foi Wagner quem também bancou a candidatura de Pinheiro à Prefeitura de Salvador, projeto mal sucedido, mas que naturalmente robusteceria sua postulação de candidato a senador dois anos depois.
Sem contar que Pinheiro chegou a ocupar uma importante secretaria de Estado no governo petista, além de ter indicado apadrinhados que exercem até hoje ou exerceram vários postos – alguns no primeiro escalão – da administração estadual. Não teria sido, entretanto, tamanho espaço concedido que dera a Wagner autoridade para fazer a dura cobrança pública de compostura ao senador, mas o fato de ter ouvido o companheiro a quem tantas vezes deu a mão, por circunstâncias políticas e eleitorais, falar mal do partido, jogando por terra de forma tão negligente toda a estratégia montada para preservar seu candidato ao governo Rui Costa.
Desde o princípio, Wagner tem a convicção de que a delação da presidente da ONG, Dalva Sele Paiva, “uma ladra picareta” no seu conceito, que envolveu vários quadros petistas, como o próprio Pinheiro, foi “comprada” com o objetivo exclusivo de abater a candidatura de Rui, cuja isenção nas irregularidades foi atestada pela promotora Rita Tourinho. Exatamente por isso, esperava que, apesar de atingido no meio de uma dura campanha, o partido estivesse coeso com relação ao projeto maior de elegê-lo. Descobriu, quase às vésperas da eleição, mais uma vez, como é difícil contar com Pinheiro, a quem agora decidiu definitivamente ver pelas costas.
* Artigo publicado originalmente na Tribuna da Bahia.

por Raul Monteiro

Negromonte intermediou contrato Youssef e empresa após informação privilegiada, diz Veja


Negromonte intermediou contrato Youssef e empresa após informação privilegiada, diz Veja


À época ministro das Cidades e hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Mário Negromonte teria intermediado o contato entre o doleiro Alberto Youssef e proprietários da empresa Controle, de Goiânia, em 2011. Segundo a revista Veja, Negromonte, então da direção nacional do PP, informou a Youssef que o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) iria editar uma portaria que obrigava montadoras a instalar sistemas de localização em todos os carros e indicou ao doleiro que a empresa goiana, com certificação para instalar o monitoramento, passava por dificuldades financeiras. Diante da consultoria, Youssef encarregou a contadora Meire Poza para viabilizar o investimento de R$ 3 milhões na Controle. “O Negromonte chamou o Beto (Youssef) e disse que tinha uma empresa que tinha a licença do Denatran, só que estava quase quebrada: ‘Vai lá e compra que nós estamos com o negócio na mão’”, relatou Meire. Procurado pela publicação, Luciano Mendes, um dos sócios da Controle, confirmou que esteve com Alberto Youssef e Mário Negromonte, durante a negociação da sociedade em 2011. Negromonte, que admitiu conhecer o doleiro, garantiu à revista que nunca ouviu falar da Controle nem de seus sócios.

Souto e Rui empatam tecnicamente em pesquisa Baspep e petista fica à frente com apoios



Souto e Rui empatam tecnicamente em pesquisa Baspep e petista fica à frente com apoios


Os novos números da pesquisa Bapesp – Bahia, Pesquisa e Estatística, encomendada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), mostram que o candidato Rui Costa (PT) reduziu à menos de 1% a distância entre ele e o candidato Paulo Souto (DEM), até então muito à frente dos adversários na corrida pelo governo da Bahia. Segundo os dados do levantamento, Souto segue na liderança, com 35,05%, enquanto Costa aparece com 34,15% das intenções de voto. A pesquisa estimulada traz ainda a candidata do PSB, Lídice da Mata, com 6,16%, seguida, de longe, por Renata Mallet (PSTU), com 0,55%, Da Luz (PRTB), 0,5%, e Marcos Mendes (PSOL), 0,35%. Brancos e nulos somaram 8,71% e 14,52% não souberam responder à pesquisa. O cenário com apoios, no entanto, muda a configuração do pleito na Bahia. Aliado às figuras petistas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidente Dilma Rousseff e do governador Jaques Wagner, Rui Costa salta para 37,76% das intenções de voto, ultrapassando Souto, que citado com ACM Neto (DEM) e Aécio Neves (PSDB), fica com 32,65%. Lídice mantém percentual semelhante ao ser aliado com Marina Silva (PSB), 6,76%, Renata Mallet com 0,4% (associada à Zé Maria), Da Luz 0,35% (associado à Levy Fidelix) e Marcos Mendes 0,25% (associado à Luciana Genro). No cenário com apoios 9,01% votariam nulo ou branco e 12,77% dos entrevistados não souberam. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro máxima é de 2,2% para mais ou para menos sobre os resultados encontrados. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre os dias 24 e 29 de setembro em 85 municípios do estado. O protocolo de registro é de nº BA-00028/2014.

Vox Populi: Dilma, 40%; Marina, 24%, Aécio, 18%



:
A seis dias da eleição, a nova pesquisa de intenção de voto do Vox Populi, divulgada nesta segunda-feira 29, mostra um cenário de possível segundo turno entre a presidenta e candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, e a candidata do PSB, Marina Silva. Isso porque a ex-senadora teve uma leve recuperação e diminuiu para 16 pontos a diferença entre ela e a petista. De acordo com o levantamento, Dilma tem 40%, Marina agora alcança 24% e Aécio possui outros 18%.
Em comparação com a consulta anterior, feita em 23 de setembro, Dilma permanece com os mesmos 40%, Marina Silva sobe dois pontos percentuais, já que antes estava com 22%, e Aécio cresce um ponto. Com isso, ao contrário do que apontou o último levantamento, a presidenta não venceria no 1º turno. Além dos candidatos principais, aparecem com 1% o candidato do PSC, Pastor Everaldo, e a candidata do PSOL, Luciana Genro. O número de brancos e nulos chega a 6%. Já os indecisos representam 11%.
Em um eventual segundo turno, a situação é igual ao do último levantamento. Dilma venceria Marina Silva com os mesmos 46% a 39%. Na outra simulação, a candidata do PT tem 48% e o representante tucano possui 38% da preferência do eleitorado.
A consulta, encomendada pela TV Record, foi feita com base em entrevistas com 2000 eleitores, entre os dias 27 e 28 de setembro, em 147 cidades do País. A margem de erro é de xx pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR - 00888/2014.   (Carta Capital)

Aécio diz que vai ''desnudar' rivais no debate da Globo



 O candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, disse nesta segunda-feira (29) que debates são oportunidades para as pessoas se 'desnudarem' e 'mostrarem o que são' e que irá cobrar 'coerência' de suas principais rivais no debate da TV Globo, na próxima quinta-feira (2).
'A minha participação no próximo debate será propositiva, mas também cobrarei coerência entre aquilo que se propõe hoje e aquilo que se praticou no passado', disse Aécio, citando posicionamentos do PT nos anos 1990 em relação ao Plano Real e à Lei de Responsabilidade Fiscal.
No primeiro exemplo, ele disse que Marina Silva (PSB) e Dilma Rousseff estavam no PT. No segundo, citou apenas Marina.
'Onde estava a candidata do PSB naquele instante? No Senado, sabendo do que se tratava. Levantou-se para votar a favor da LRF, contra a farra das administrações públicas? Não. Ela se levantou para votar contra a LRF', disse.
Aécio afirmou não compactuar com ataques pessoais e que vê 'as duas candidatas brigando muito ente si'.
'O debate que faço é político', afirmou o tucano, que se disse 'até o limite extremamente confiante' na vitória.
Aécio está em terceiro lugar na disputa e precisa tirar cerca de nove pontos em relação à Marina para tentar ir para o segundo turno contra Dilma, segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta (26). Isso significa conquistar mais de um ponto por dia.
A mesma pesquisa mostrou que Dilma lidera em Minas, base eleitoral de Aécio, com 36% das intenções de voto. Aécio tem 29% e Marina, 19%. (De O Globo - Paulo Peixoto)

Aécio respira na reta final


    
Na reta final, a eleição presidencial ganhou um fator inesperado: uma chance, embora remota, do tucano Aécio Neves ser o adversário de Marina Silva no segundo turno, deixando de fora Marina Silva, do PSB. O comando da campanha de Dilma já trabalha com este cenário depois de cruzar números de várias pesquisas.
De acordo com levantamentos diários de um instituto de pesquisa nacional, Marina caiu drasticamente em São Paulo, nas cidades grandes e médias do País. Com os números, a presidente Dilma teria 38%, contra 23% de Marina e 19% de Aécio. Essa distância, de apenas quatro pontos, configuraria uma situação de empate técnico entre o tucano e a candidata socialista.
Outro dado relevante foi a simulação de segundo turno. Dilma venceria Marina Silva por 45% a 40%. E a distância para Aécio seria praticamente a mesma: 46% a 39%. Isso mostra que deu certo a estratégia tucana de enfatizar, nos programas eleitorais, que Aécio seria o "voto útil para derrotar o PT".
Até então, Marina vinha se beneficiando de uma debandada de eleitores tucanos que enxergavam nela a possibilidade mais concreta de derrotar o PT. Eleitores que preferiam Aécio, mas a viam como uma espécie de "plano B", com maiores perspectivas de vitória.
Com os novos dados, que devem ser confirmados já nas próximas pesquisas, Aécio deverá partir para o embate direto com Marina, para, assim, passar para o segundo turno.
Como a candidata socialista vem em queda, sem aparentemente apontar qualquer sinal de reação, nos próximos dias o tucano pode ultrapassá-la cabalando os eleitores ainda indecisos. Marina perdeu substância eleitoral em todas as regiões do País.
O que pode tirá-la da disputa é a queda nos grandes colégios eleitorais, como Minas, São Paulo e Rio. Se Aécio ultrapassar Marina, a eleição volta à velha polarização do PT contra o PSDB, o que, naturalmente, beneficia Dilma.
Para Dilma, aliás, o melhor adversário na disputa final seria Aécio por ser o candidato do neoliberalismo, da herança que o PT herdou e pela vantagem na comparação da era PT com a era tucana do ponto de vista de alcance social. Com Marina, representante da chamada terceira via, Dilma fica diante do imponderável.
Até porque, além de ser uma adversária mais perigosa, porque tem uma história de vida muito semelhante a de Lula, identificada com a pobreza, Marina, que não teve tempo de propaganda eleitoral no primeiro turno, terá igual espaço na TV e no rádio com Dilma.
Mais do que isso, Marina é mulher e tem capacidade de agregar muito mais. Mas um Aécio renascido das cinzas e com fôlego renovado por novas denúncias de corrupção contra o Governo pode vir a ser um adversário mais perigoso, na avaliação do PT.

Corrupção: PT admite que chegou quebrado à eleição




 Apesar da recuperação de Dilma Rousseff na reta final do primeiro turno, dirigentes do PT já consideram que o partido chegará às urnas em seu momento de maior desgaste. avalia Bernardo Mello Franco, na Folha de S.Paulo desta segunda-feira.
Diz o colunista que em conversa na semana passada, Lula concordou ao ouvir de um ministro que o partido ficou 'refém' de escândalos de corrupção e permitiu que sua imagem fosse manchada de maneira quase indelével. Para os petistas, a sucessão de denúncias fulminou a sigla em Estados como São Paulo, Rio e Paraná.
'O PT detectou que os eleitores comparam a corrupção na Petrobras ao mensalão. A reação é negativa, mas os grupos monitorados não têm 'paciência' para interpretar o escândalo.'

Dilma chega à reta final sem plano de governo


A presidente Dilma Rousseff (PT) chega à reta final da corrida pelo Palácio do Planalto rompendo, pela segunda vez, a tradição do PT de apresentar longos programas de governo, com detalhamento de futuras ações em áreas específicas.
Até agora, a seis dias do 1.º turno, o comitê eleitoral apresentou apenas um texto genérico à Justiça Eleitoral, uma exigência legal de todo início de campanha. E os compromissos por escrito da petista, dizem seus auxiliares, não devem passar disso neste ano.
Na campanha de 2010, a então candidata também se esquivou de apresentar suas propostas detalhadas e só lançou um panfleto com 13 compromissos cinco dias antes do 2.º turno.
Ontem, questionada sobre o assunto em São Paulo, Dilma tentou se justificar. “Você sabe o que é modernidade? Modernidade não é um calhamaço feito de papel. São várias formas de comunicação. A mim interessa comunicar ao povo brasileiro, que é quem vai votar nessas eleições e quem vai decidir que caminho quer percorrer. Eu não vou inventar”, afirmou a presidente, segundo quem seu programa é “um composto do alicerce do governo, das diretrizes (entregues à Justiça Eleitoral) e de todas as novas propostas (ditas na TV)”.
Oficialmente, a campanha do PT alega que, por se tratar de uma candidatura à reeleição, não há necessidade de um programa detalhado, pois o eleitorado já conhece as propostas de Dilma.

domingo, 28 de setembro de 2014

Aécio, sobre delação de Youssef: “Tem petista sem dormir”

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, ironizou nesta sexta-feira o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que afirmou na quinta que a delação do doleiro Alberto Youssef – alvo da Operação Lava Jato – não preocupa o governo. “Ao contrário do que disse o ministro da Justiça, tem muito petista sem dormir com a delação premiada”, afirmou, em entrevista à rádio BandNews.
O tucano ainda negou que tenha faltado firmeza em sua atuação como parlamentar de oposição ao governo Dilma Rousseff. Segundo Aécio, seu estilo de fazer política não envolve ataques pessoais, o quer não quer dizer que não tenha sido contundente na oposição. “Diferente do PT, nós não fizemos oposição ao Brasil”, provocou. Ao falar sobre o atual cenário eleitoral, Aécio disse que não quer ser presidente para “colocar um retrato na parede” e negou que haja desânimo com o resultado das últimas pesquisas. “Vou caminhar até o último dia dizendo que temos o melhor projeto para o Brasil”, afirmou.
Aécio disse que a candidatura de Marina Silva é “improvisada” e que não vê na adversária condições de resolver os problemas do país. Sem fazer crítica direta a Marina, Aécio lembrou que ela só se tornou candidata após o acidente que matou Eduardo Campos. “A outra candidata, não vejo como e com quem vai enfrentar os desafios que teremos pela frente”, afirmou Aécio. O candidato voltou a alfinetar Marina lembrando que, apesar do discurso de que escolherá os melhores para governar, administrou o Ministério do Meio Ambiente ao lado de petistas. “As pessoas do nosso primeiro time não estão disponíveis”, afirmou.
Reforma política Aécio afirmou ser o único candidato que tem propostas claras para uma reforma política. O tucano disse que suas adversárias se omitem em temas como a necessidade de redução de partidos políticos no Brasil e defendeu o retorno da cláusula de barreira, que limita o acesso das legendas sem representatividade a recursos e tempo de TV.
ONU Aécio classificou também o discurso dda presidente Dilma Rousseff na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), como “um dos mais tristes episódios da política externa brasileira”. Segundo o tucano, a adversária e candidata à reeleição utilizou a tribuna da ONU para fazer discurso eleitoral, “o que lhe gerou incredulidade aos que assistiam. Aécio considerou ainda “uma mancha na política externa” do país o fato de Dilma ter pregado o diálogo com o Estado Islâmico, ao contrário do bloco de países liderados pelos Estados Unidos. “Ela prega o diálogo com o Estado Islâmico que está decapitando pessoas, enquanto é preciso uma ação forte”, afirmou.
Ainda sobre relações externas, Aécio reafirmou que, se eleito, mudará as relações com países vizinhos que “fazem vistas grossas” ao tráfico de drogas, permitindo, por exemplo, o cultivo de folha de coca. O candidato citou a Bolívia, como exemplo de país que é conivente com o tráfico e ainda recebe ajuda do governo brasileiro para o financiamento de obras.
Saúde Indagado se iria rever o Mais Médicos, que tem a aprovação da população, Aécio afirmou que uma revisão do programa passaria pela renegociação com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para o fim da discriminação dos cubanos. Essa discriminação, segundo ele, ocorre pelo fato de grande parte dos salários dos médicos cubanos ser repassada ao governo daquele país.
Por Reinaldo Azevedo

Policia prende foragido da justiça de Salgueiro com moto roubada em Petrolina

ladrao da moto

moto roubaa

Durante a tarde de ontem (27) policiais militares do 5º BPM abordagem em um bar no Assentamento Água Viva II, Petrolina, e prenderam o elemento de nome WandeIlson de Souza Freire, com 25 anos de idade, natural de Salgueiro-PE por está em seu poder uma motocicleta sem placa que havia sido tomada de assalto a cerca de cinco dias no bairro Vila Marcela naquela cidade.
Contra ele tinha três mandados de prisão em aberto, todos da comarca de Salgueiro. Ele e a motocicleta foram conduzidos a DPC  para adoção dos procedimentos legais.

Advogado preso por golpe milionário no RS é proprietário de 950 imóveis



Preso na segunda-feira (22) em Passo Fundo, o advogado Maurício Dal Agnol levava uma vida de luxo com os milhões que lucrou ilegalmente ao aplicar um golpe milionário em cerca de 30 mil clientes que venciam ações judiciais no Rio Grande do Sul. Segundo as investigações da Polícia Federal, ele é proprietário de 950 imóveis. Um deles, em

Entre tantos bens adquiridos com o dinheiro das vítimas do golpe, Dal Agnol também comprou um jato particular de luxo para oito pessoas ao custo de mais R$ 20 milhões e um haras em Passo Fundo, na Região Norte do estado, propriedade que tem suas iniciais na entrada: MD.
Em janeiro do ano passado, em uma conversa interceptada pela Polícia Federal, o advogado disse por telefone para sua mulher, Márcia, que queria comprar um apartamento nos Estados Unidos. “Estou olhando um apartamento em Nova York. Quatro quartos, três banheiros…”, disse. “Uh, lá, lá”, resumiu a esposa. Ela quis saber, então, de onde sairia o dinheiro e perguntou se era da conta da filha do casal. “Vai tirar da poupança dela?”, indagou. “Dois milhões de dólares”, respondeu o marido. “Sério? Uh, lá lá”, repetiu Márcia.
Seis meses depois, o advogado comprou o imóvel em uma das regiões mais caras de Nova York, em um prédio próximo ao Central Park. O valor da compra: US$ 5,8 milhões, o equivalente a R$ 14 milhões.
Entre tantas extravagâncias, Maurício Dal Agnol também tinha um gosto especial por animais empalhados. Todos vinham do exterior, como uma pata de elefante que custou, segundo a Polícia Federal, US$ 30 mil, cerca de R$ 70 mil. Valor que não chega perto, conforme as investigações, de outras mordomias bancadas com dinheiro de clientes lesados.
No haras em Passo Fundo, equinos importados. “Muitos cavalos vinham do exterior, da Holanda, de mais de R$ 1 milhão”, diz o delegado da Polícia Federal Mário Luiz Vieira.

Maurício Dal Agnol pode ter lucrado cerca de R$ 100 milhões com o dinheiro de clientes lesados. Ele é acusado de fazer acordos em nome de clientes que venciam processos judiciais contra uma empresa de telefonia, mas não repassar a eles – ou repassar apenas uma parte – do dinheiro recebido. “Ele poderia ter ficado rico sem lesar ninguém. O problema é que ele, como se diz no jargão popular, cresceu o olho”, afirma o promotor Marcelo Silveira Pires.
Advogado Maurício Dal Agnol preso golpe RS jato (Foto: Reprodução/TV Globo)

 
Entre os bens do advogado está jato de R$ 20
milhões (Foto: Reprodução/TV Globo)
Na terça-feira (23), a Justiça bloqueou todos os bens e o dinheiro das contas bancárias do advogado, que segue preso em Passo Fundo. Segundo a Polícia, Dal Agnol teria sacado cerca de R$ 99 milhões de contas bancárias e outros investimentos nos últimos três meses.
O advogado de defesa, Eduardo Sanz, nega todas as acusações contra seu cliente. “O Maurício Dal Agnol não ficou com o dinheiro dos clientes. Esses bens ele adquiriu com o dinheiro dele. Só que não foram adquiridos à vista. Tanto o jato, quanto o apartamento em Nova York, ele financiou”, justifica Sanz.
O Ministério Público garante ressarcimento aos clientes que foram vítimas da fraude. “As pessoas lesadas que entraram com ação vão receber o dinheiro que era delas, caso comprovado que teriam de receberem além do que receberam de fato do advogado”, assegura o promotor Júlio Francisco Ballardin.
Mas o julgamento ainda deve demorar. “Tanto o acusado como sua esposa arrolaram mais de 200 testemunhas e isso pode comprometer o desfecho do processo num prazo mais acelerado”, explica o juiz Orlando Faccini Neto, diretor do Fórum de Passo Fundo.
 
Advogado Maurício Dal Agnol foi preso pela PF
(Foto: Reprodução/RBS TV)
Como funcionava o golpe
Para entender a fraude, é preciso voltar no tempo. Ter uma linha telefônica nos anos 1980 e 1990 era caro e raro em todo o país. No Rio Grande do Sul, a extinta Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) era a empresa do governo gaúcho que vendia as linhas. Ao comprar o telefone, a pessoa – além de adquirir a linha – virava acionista da empresa. Ou seja, se tornava sócio, dono de um lote de ações.
Em 1996, a CRT foi privatizada, vendida para uma empresa particular de telefonia. Então, o preço das ações dispararam. Os donos de linhas telefônicas da antiga CRT não receberam nada e entraram na Justiça para exigir indenização, já que eram acionistas. E foi justamente nessa época que o advogado Maurício Dal Agnol começou a agir.
De acordo com a Polícia Federal, ele ia atrás dos clientes e entrava com os pedidos de indenização. Mas quando pegava o dinheiro, não repassava o valor combinado. A maior parte ia para o próprio bolso.
Quem se sentiu lesado, trocou de advogado. “Temos, por exemplo, um caso que representamos clientes que teriam de ter recebido R$ 4 milhões e receberam R$ 13 mil”, relata o advogado Itamar Marcelo Prates, que representa os clientes que foram vítimas do golpe.
Em fevereiro deste ano, policiais conseguiram um mandado de busca e encontraram um quarto secreto na casa de Maurício Dal Agnol, em Passo Fundo. Além de armas e de R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo, havia muitos documentos falsificados na residência. De acordo com as investigações, era a documentação que o advogado costumava apresentar aos clientes para enganá-los. “Disseram que não tinha mais nada a receber, que tinha terminado por ali e ‘olha aqui está seu dinheirinho’”, conta o comerciante Zilmar Barella, uma das vítimas do golpe.

Há quatro anos, a aposentada Vera Nalderer recebeu do advogado R$ 73 mil de indenização. Só que ela deveria ter recebido o dobro: quase R$ 150 mil. "Fiquei: 'nossa Senhora'. Era um milagre ter recebido essa quantia. Na época, eu podia ter comprado um apartamento. E que apartamento, há quatro, cinco anos atrás", lamenta a aposentada.

O esquema armado pelo advogado foi revelado pela Polícia Federal no dia 21 de fevereiro, quando foi deflagrada a Operação Carmelina. A operação foi batizada com o nome de uma mulher que teve cerca de R$ 100 mil desviados no golpe. Segundo a PF, ela morreu de câncer, e poderia ter custeado um tratamento eficaz com o dinheiro. “Muitos [clientes] já faleceram, muitos ficaram doentes e não tiveram dinheiro para custear o tratamento médico”, conclui o delegado Mário Vieira.


Polícia Federal tenta há sete meses ouvir Lula





A Polícia Federal tenta há sete meses um acordo para ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como testemunha no inquérito que investiga supostos repasses ilegais da Portugal Telecom para o PT. A investigação foi aberta a pedido do Ministério Público Federal com base em denúncia do operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza, que, em depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República em 2012, conforme revelou o Estado na época, acusou Lula de intermediar pagamento de R$ 7 milhões da telefônica ao partido. O objetivo seria pagar dívidas de campanha.
Fontes ouvidas pela reportagem informaram que o advogado do ex-presidente Lula, Marcio Thomaz Bastos, afirmou à cúpula da PF que o petista estará em Brasília amanhã e tentará marcar uma data para prestar esclarecimentos. Ele participará de um evento da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Na Polícia Federal, a alegação, contudo, é que os acertos para que o depoimento ocorra, sempre informais, não foram adiante.
A PF espera ouvir o ex-presidente para concluir o inquérito, cujo prazo inicial foi estendido algumas vezes. A reportagem tentou ontem vários contatos com Thomaz Bastos, mas ele não respondeu aos recados deixados no celular e no seu escritório. A assessoria de imprensa do ex-presidente Lula informou que o petista “não vai se pronunciar sobre o assunto”. A Polícia Federal informou que não se pronunciaria a respeito. O inquérito foi instaurado em abril de 2013.

Em fevereiro, o ex-ministro Antonio Palocci prestou depoimento nesse mesmo inquérito na Superintendência da PF na capital federal. Segundo Marcos Valério afirmou no depoimento, Lula e Palocci reuniram-se com Miguel Horta - então presidente da Portugal Telecom - no Palácio do Planalto e combinaram que uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, transferiria R$ 7 milhões para o PT. O dinheiro, conforme Valério, entrou pelas contas de publicitários que prestaram serviços para campanhas petistas. Na época, Palocci era ministro da Fazenda de Lula. O ex-ministro negou as acusações.
As negociações com a Portugal Telecom estariam por trás da viagem feita em 2005 a Portugal por Valério, seu ex-advogado Rogério Tolentino, e o ex-secretário do PTB Emerson Palmieri. >De acordo com o presidente do PTB, Roberto Jefferson, que denunciou o esquema do mensalão, José Dirceu havia incumbido Marcos Valério de ir a Portugal para negociar a doação de recursos da Portugal Telecom para o PT e o PTB.
Condenação. Essa missão e os depoimentos de Jefferson e Palmieri foram usados para comprovar o envolvimento de José Dirceu no mensalão. O depoimento de Marcos Valério foi prestado quando ele já havia sido condenado no julgamento do mensalão a 37 anos, 10 meses e 6 dias de prisão pelos crimes de corrupção, peculato, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
A Justiça considerou Valério o chefe do núcleo operacional do esquema que beneficiou o PT. A partir do depoimento, a Procuradoria da República determinou a abertura de seis investigações, ainda em andamento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Marina quer saber tudo sobre a espionagem do PT


 A campanha de Marina Silva pedirá que o Ministério Público investigue se o governo federal tentou “espionar” a candidata do PSB. A medida foi anunciada depois da divulgação de que o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, visitou o diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello, para se informar sobre inquérito que apura supostas irregularidades no Ministério do Meio Ambiente quando Marina chefiava a pasta (2003-2008).
A investigação corre em segredo de Justiça e o encontro não estava na agenda oficial de Abrão. O Ministério da Justiça rebateu a acusação de uso eleitoral de órgãos do Estado e disse que a consulta feita à PF teve apenas o objetivo de atender a revista IstoÉ, que queria saber o andamento do inquérito.

Reviravolta: Dilma pode enfrentar Aécio no 2º turno



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A sucessão presidencial pode estar reservando mais uma surpresa para a última semana: um segundo turno entre a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), retomando o quadro inicial de polarização entre PT e PSDB.
Neste domingo, dirigentes do PT se reuniram para discutir esse novo cenário. A reunião foi provocada pelos dados que chegaram à campanha petista.
De acordo com levantamentos diários de um instituto de pesquisa nacional, Marina caiu drasticamente em São Paulo, nas cidades grandes e médias do País.
Com os números, a presidente Dilma teria 38%, contra 23% de Marina e 19% de Aécio. Essa distância, de apenas quatro pontos, configuraria uma situação de empate técnico entre o tucano e a candidata socialista.
Outro dado relevante foi a simulação de segundo turno. Dilma venceria Marina Silva por 45% a 40%. E a distância para Aécio seria praticamente a mesma: 46% a 39%.
Isso mostra que deu certo a estratégia tucana de enfatizar, nos programas eleitorais, que Aécio seria o 'voto útil para derrotar o PT'.
Até então, Marina vinha se beneficiando de uma debandada de eleitores tucanos que enxergavam nela a possibilidade mais concreta de derrotar o PT. Eleitores que preferiam Aécio, mas a viam como uma espécie de 'plano B', com maiores perspectivas de vitória.
Com os novos dados, que devem ser confirmados já nas próximas pesquisas, Aécio deverá partir para o embate direto com Marina, para, assim, passar para o segundo turno.
No PT, no entanto, a sensação não é exatamente de alívio. Dirigentes do partido consideram que, no quadro atual, Marina seria uma adversária mais fácil de ser batida, pois está em queda livre e fragilizada por suas próprias contradições.
Um Aécio renascido das cinzas, e com fôlego renovado por novas denúncias de corrupção, pode vir a ser um adversário mais perigoso, na avaliação do PT. 

DEM quer ir para Marina, ''mas ela tem que pedir''



Aécio Neves, candidato à presidência pelo PSDB durante encontro com Agripino Maia, presidente do DEM, em Brasília. Foto: Divulgação


A cúpula do DEM já decidiu sobre o segundo turno. A tendência é pró-Marina, mas não haverá apoio automático. “Ela vai ter que querer. Não vamos apoiar quem não nos quer”, resumiu um de seus líderes. O partido crê que essa posição será acompanhada pela bancada do agronegócio. A informação é de Ilimar Franco, na sua coluna do jornal O Globo.
''A exceção deve ser Ronaldo Caiado, líder para o Senado em Goiás, chamado por Marina de “inimigo histórico dos trabalhadores rurais e ambientalistas”, lembra o colunista. O presidente nacional do DEM é o senador Agripino Maia(RN)

Doleiro vai fazer ‘confissão total’, avisa advogado


Figueiredo Basto, defensor de Alberto Youssef, diz que quem for citado na delação ‘vai ter o direito de se defender’

 O doleiro Alberto Youssef deve fechar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e fazer os primeiros depoimentos já a partir desta semana. A informação foi divulgada pelo advogado Antonio Figueiredo Basto, que defende Youssef, alvo da Operação Lava Jato.
O advogado disse o que Youssef tem a oferecer na delação. “Acordo de colaboração pressupõe a confissão integral dos fatos, responder todos os fatos que for perguntado, a responsabilidade em colaborar com a Justiça.” ”As outras pessoas (apontadas por Youssef) vão ter o direito de se defender”, ressalta o advogado.
Figueiredo Basto disse que não foi procurado por nenhuma empreiteira ou qualquer outro investigado da Lava Jato para tentar dissuadi-lo de levar seu cliente à delação.
“Quem me conhece sabe que sou um advogado de convicções. Quem me procurar com esse tipo de intenção vai perder tempo. Todo mundo tem bons advogados para se defender. A verdade é que tem muita gente fazendo manobras sub reptícias nos bastidores. Tem muito mais gente negociando, mas não tem coragem de admitir. A decisão pela delação é desse homem encarcerado (Youssef), ele tem que ser respeitado”, declarou Figueiredo Basto.

Lula ultrapassa o limite da estupidez em comício em Santo André e desenvolve a teoria de que roubar banco é uma atividade que faz sentido… Dá para entender por que Dilma quer dialogar com cortadores de cabeças



Pois é… Volta e meia alguém indaga se não pego excessivamente no pé do PT e dos petistas. Isso me custa, sei disto, em certos nichos, a fama de radical. Radical? Eu? Na quarta-feira à noite, com a responsabilidade de quem já foi presidente da República por oito anos e é líder inconteste do maior partido do Brasil, Lula participou de um comício em Santo André, no ABC paulista, em defesa da candidatura do petista Alexandre Padilha ao governo de São Paulo.
Num dado momento, com a irresponsabilidade que o caracteriza, o chefão do PT resolveu criticar a segurança pública no Estado, especialmente o elevado número de assaltos. E afirmou o seguinte:
“Eu, antigamente via: ‘bandido roubou um banco’. Eu ficava preocupado, mas falava: “Pô, roubar um banqueiro… O banqueiro tem tanto que um pouquinho não faz falta. Afinal de contas, as pessoas falavam: ‘Quem rouba mesmo é banqueiro, que ganha às custas do povo, com os juros’. Eu ficava preocupado. [...] Era chato, mas era… sabe?, alguém roubando rico.”
Como se nota, para Lula, sempre que um rico — ou alguém que o PT considera “rico” — é roubado, está-se diante de alguma forma de justiça. Para este senhor, o roubo é uma espécie de distribuição de renda. Vai ver é por isso que a Petrobras, sob a gestão do PT, é o que é. Vai ver é por isso que, sob a governança do partido, a roubalheira de dinheiro público assumiu proporções pantagruélicas. O irresponsável se esquece de que bancos pagam seguro contra roubos e, obviamente, diluem essa despesa nas taxas que cobram dos correntistas. Assim, não são os banqueiros que pagam. Mas que se note: ainda que fossem, o roubo continuaria a ser um crime. Não para esse gigante moral!
A fala, é evidente, faz parte do pacote petista de demonização dos bancos. O partido decidiu que só conseguirá mais um mandato se transformar os banqueiros nos grandes vilões do Brasil.
Em seguida, Lula lamentou que os assaltantes estivessem também roubando cidadãos comuns, os pobres. E afirmou:
“Essa semana, a Joana, que trabalha comigo, é irmã da Marisa [referia-se à sua própria mulher], na frente do hospital perto de casa (…), oito horas da manhã, o cara encostou um negócio nas costas dela e falou: ‘É um assalto, eu tô armado. Continua andando normalmente, me dá o celular e me dá o seu dinheiro. A coitada teve que dar sessenta reais pro ladrão…”
Esse monstro moral deixava claro, então, que feio mesmo é roubar pobre. Mas observem: em nenhum momento ele culpou ou censurou os ladrões. Longe disso! Para Lula, o culpado por haver assaltos é o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, que deve ser reeleito no primeiro turno. Padilha, o candidato do PT, está em terceiro lugar nas pesquisas. O Babalorixá de Banânia foi adiante:
“Se o Alckmin não tem competência pra fazer as coisas que o governador tem que fazer, nós temos que dizer pra ele: ‘Alckmin, você já está há muito tempo aí. Saia. E deixa o jovem Padilha governar esse Estado para as coisas começarem a melhorar’.”
É mesmo? Eu gosto de números. Há duas bases de dados para a gente analisar a questão: o “Anuário de Segurança Pública” e o “Mapa da Violência”. Os petistas estão no poder na Bahia, em Sergipe, no Distrito Federal, no Acre e no Rio Grande do Sul. Se são tão sabidos, como diz Lula, a segurança nesses Estados deveria ser exemplar, certo? Neste momento, há 10,23 homicídios por 100 mil habitantes no Estado de São Paulo e 9,81 na capital. São os números mais baixos do país. A ONU considera que a violência deixa de ser epidêmica quando essa taxa cai abaixo de 10.
Segundo o Anuário, em 2012, houve 24,2 assassinatos por 100 mil habitantes no Acre, 40,7 na Bahia, 40 em Sergipe, 32,1 no Distrito Federal, 19,8 no Rio Grande do Sul e apenas 12,4 em São Paulo. Entenderam? A chance de alguém morrer assassinado na Bahia ou no Sergipe petistas, em comparação com São Paulo, é maior do que o triplo, é quase o triplo no Distrito Federal, é o dobro no Acre e 60% maior no Rio Grande do Sul. Vale dizer: os baianos, sergipanos, brasilienses, acrianos e gaúchos que moram em São Paulo estão mais seguros do que os que ficaram em seus respectivos Estados. E olhem que esses são números de 2012. Em 2014, caiu a taxa de homicídios em São Paulo.
Lula, no entanto, acha que os petistas podem dar aula de segurança pública. É evidente que o poderoso chefão estava apenas fazendo fuleiragem eleitoral. Mesmo assim, é preciso lamentar. Um dos mais importantes líderes políticos do país, gostemos ou não disso, afirmou, no alto de um palanque, que assaltar um banco, afinal de contas, não é coisa assim tão grave e é um ato que até faz sentido.
Dá para compreender por que Dilma Rousseff, na ONU, pregou o diálogo com terroristas que degolam, massacram e estupram e vendem mulheres. Ela vem de uma boa escola, não é mesmo?
Por Reinaldo Azevedo