Chico Ferreira

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domingo, 29 de maio de 2016

ÔNIBUS DA BANDA CAVALEIROS DO FORRÓ FOI ALVEJADO COM MAIS DE 20 TIROS



Veículo foi abordado no município de Escada, na Mata Sul do estado. Criminosos levaram-no até um canavial e roubaram pertences e instrumentos

Um ônibus que transportava cerca de 20 integrantes da Banda Cavaleiros do Forró foi assaltado na madrugada deste sábado (28), por volta das 2h, em Escada, na Mata Sul de Pernambuco. Segundo testemunhas, quatro homens armados fecharam o ônibus nas proximidades de um posto de gasolina do município. Durante a ação, chegaram a atirar no parabrisa do veículo. O motorista então parou o ônibus e foi rendido. 

Em seguida, todos foram levados a um canavial na zona rural do município, onde os criminosos roubaram celulares, equipamentos musicais e objetos pessoais dos integrantes da banda. Apesar do susto, ninguém ficou ferido. Após a fuga dos criminosos, o ônibus se dirigiu até a delegacia do município, onde as vítimas registraram um boletim de ocorrência. A banda havia saído de Natal, no Rio Grande do Norte, com destino a Nilo Peçanha, na Bahia, onde se apresenta nesta sexta-feira (28). Na próxima terça-feira (31), o grupo segue para Araci, também na Bahia, onde fará nova apresentação. 

O proprietário e empresário da banda, Alex Padang, lamentou o episódio. “Em 14 anos de banda, fomos assaltado três vezes - duas delas em Pernambuco. Por conta desses assaltos, a gente evita andar com dinheiro. A banda não anda com dinheiro, mesmo assim temos prejuízos por conta dessa violência.

É lamentável. É o nosso trabalho e não temos outra forma de viajar e fazer os nossos shows”, ponderou..

Cavaleiros do Forró já foi vítima de assalto duas vezes em Pernambuco.

Outro caso
Em dezembro de 2014, o ônibus da banda potiguar foi assaltado no quilômetro 300 da BR-232 em Sertânia, no Sertão de Pernambuco. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), na ocasião, testemunhas informaram que três pessoas armadas teriam praticado o crime. Nessa ocorrência, uma quantia em dinheiro foi levada pelos criminosos.

O ônibus seguia do Piauí para Alagoinha, no Agreste de Pernambuco. Dentro do veículo estavam os músicos, os cantores e a equipe de produção, além dos equipamentos. Segundo testemunhas, outros veículos que seguiam na frente já tinham sido assaltados. Apesar do ônibus ter sido atingido por tiros, ninguém ficou ferido. A Polícia Civil e a Polícia Militar do município não registraram a ocorrência.

Por Zé Carlos Borges

Dilma mentiu sobre encontros com Odebrecht




Blog de Josias de Souza
Em entrevista à Folha, Dilma Rousseff foi inquirida sobre a quantidade de encontros que manteve com Marcelo Odebrecht, presidente da maior construtora do país, preso em Curitiba desde 19 de junho de 2015. “Eu não recebi nunca o Marcelo no [Palácio da] Alvorada”, afirmou Dilma. “No Planalto, eu não me lembro.” Essa resposta não é verdadeira.
De acordo com os arquivos eletrônicos do Planalto, consultados pelo blog, Dilma recepcionou o mandachuva da Odebrecht pelo menos quatro vezes desde que virou presidente, duas das quais no Palácio da Alvorada —ambas em 2014, ano da campanha à reeleição.
Num desses encontros que Dilma afirma que “nunca” ocorreram no palácio residencial, o empreiteiro chegou em tempo para servir-se do almoço, às 11h30 do dia 26 de março de 2014 (clique sobre a imagem abaixo para ampliá-la). Noutro encontro, Odebrecht foi recebido pela inquilina do Alvorada às 9h30 do dia 25 dejulho de 2014 (veja na imagem reproduzida no rodapé do post).
)As duas audiências concedidas por Dilma no Palácio do Planalto, seu local de trabalho, ocorreram em 2013. Uma no início do ano, em 10 de janeiro. Outra no segundo semestre, em 10 de outubro.
Dona de uma memória que seus auxiliares consideram prodigiosa, Dilma apagou os encontros com Marcelo Odebrecht da lembrança num instante em que suas relações com o empreiteiro estão crivadas de suspeitas. Nos últimos dias, vieram à luz gravações que tonificam a suspeição. Foram feitas pelo mais novo delator da Lava Jato, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.
Em conversa com José Sarney, gravada no último mês de março, Machado evocou a prisão do marqueteiro das campanhas petistas João Santana, ordenada por Sérgio Moro, juiz da Lava Jato, no mês anterior.
— A Dilma não tem condições. Você vê, presidente, nesse caso do marqueteiro, ela não teve um gesto de solidariedade com o cara. Ela não tem solidariedade com ninguém não, presidente, disse Machado.
— E nesse caso, ao que eu sei, é o único que ela tá envolvida diretamente. E ela foi quem falou com o pessoal da Odebrecht para dar, acompanhar e responsabilizar pelo Santana, respondeu Sarney.
No momento, a Odebrecht negocia com a força-tarefa da Lava Jato um acordo para que seus executivos se tornem delatores em troca de benefícios judiciais. Na definição de Sarney, captada pelo autogrampo de Machado, a “Odebrecht vem com uma metralhadora ponto 100.”
Também gravado, Renan Calheiros, presidente do Senado e padrinho da nomeação de Sérgio Machado para a Transpetro, ecoou Sarney numa referência à caixa registradora da campanha de Dilma à reeleição. Renan disse que Odebrecht “vai mostrar as contas” em sua delação. E Machado: “Não escapa ninguém de nenhum partido. Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum.''
“Eu jamais tive conversa com o Marcelo Odebrecht sobre isso”, disse Dilma ao ser instada a se manifestar na entrevista à Folha sobre os rumores de que o empreiteiro a acusará de pedir dinheiro para pagar o marketing da campanha de 2014. “Eu paguei R$ 70 milhões para o João Santana [em 2014], tudo declarado para o TSE. Onde é que está o caixa dois?”, perguntou Dilma.
A Polícia Federal e a Procuradoria da República trabalham para responder à indagação de Dilma. Em verdade, já reuniram um bom lote de evidências que indicam que a verba que fluiu da Odebrecht para Santana por baixo da mesa encontra-se no estrangeiro.
Antes mesmo da prisão de João Santana e da mulher dele, Mônica Moura, a PF havia recolhido no celular de Marcelo Odebrecht uma pérola com formato de ameaça. Em mensagem endereçada a um executivo de sua empreiteira, Odebrecht anotou: “Dizer do risco cta [conta] suíça chegar na campanha dela.''
O “risco” insinuado no texto de Odebrecht é óbvio: parte dos serviços de marketing prestados à campanha de Dilma foi liquidada com dinheiro roubado da Petrobras. E a verba de má origem foi enviada ilegalmente para fora do país.
Nesse contexto, João Santana arde na fogueira da Lava Jato em posição análoga à de João Vaccari Neto, o ex-tesoureiro petista. Ambos receberam verbas surrupiadas da Petrobras por conta dos vínculos com o PT. O que fazia Santana para o partido? Campanhas eleitorais, entre elas a campanha que resultou na reeleição e Dilma.
Os investigadores manuseiam farta documentação. Em meio aos papéis, há uma carta de Mônica Moura, a mulher de João Santana, que também está presa. Foi endereçada a Zwi Skornicki, apontado como operador de petropropinas. Na carta, a mulher de Santana indica duas contas bancárias. Uma aberta em Nova York. Outra, em Londres.
A Polícia Federal informa que essas duas contas estão associadas a uma terceira, aberta na Suíça. Junto com as contas, Mônica enviou cópia de um contrato celebrado anteriormente com offshore vinculada à Odebrecht. Deveria ser usado como modelo para as remessas do operador Zwi.
Guiando-se pelos indícios, a turma da Lava Jato identificou repasses milionários ao casal da marquetagem. Com a ajuda da Receita Federal, farejou-se até a aquisição por João Santana de um apartamento de luxo em São Paulo com verba entesourada no exterior. Sérgio Moro já determinou o bloqueio do imóvel. Servirá para ressarcir o Estado em caso de eventual condenação.
Não é só: de acordo com o delator e senador cassado Delcídio Amaral (ex-PT-MS), Dilma nomeou um ministro para o STJ, Marcelo Navarro, com o compromisso de ele votar a favor da concessão de liberdade para Marcelo Odebrecht, cuja prisão fará aniversário de um ano neste mês de junho. Navarro chegou a votar a favor da concessão de um habeas corpus a Odebrecht. Mas foi voto vencido no STJ.
“É absurda a questão do Navarro”, disse Dilma à Folha, reiterando a contestação à deduragem de Delcídio. “Eu não tenho nenhum ato de corrupção na minha vida.”
Graças ao depoimento de Delcício, o procurador-geral da Repúbica Rodrigo Janot requisitou no STF a abertura de um inquérito para apurar se Dilma tentou obstruir a Justiça, o que é considerado um crime. É contra esse pano de fundo tóxico que Dilma tem dificuldades para lembrar dos encontros que propiciou em Brasília ao principal empreiteiro do país.

Temer recebe Gilmar Mendes no Palácio do Jaburu





O presidente interino Michel Temer recebeu na noite deste sábado (28) no Palácio do Jaburu uma visita do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes. Deputados e senadores alertavam nas redes sociais que o compromisso não constou na agenda oficial do presidente interino.
Gilmar Mendes é relator do processo que analisa as contas da campanha da chapa da presidente afastada Dilma Rouseff e do seu vice e agora presidente interino, no TSE. 
O ministro também assume na próxima terça-feira (31) a presidência da Segunda Turma do STF, responsável pelo julgamento da maioria dos inquéritos sobre participação de políticos no esquema investigado pela Lava Jato. 
O senador Humberto Costa (PT) destacou em publicação no Twitter: "Temer e Gilmar têmencontro secreto e misterioso na noite de sábado". 
O deputado federal Ivan Valente (PSOL), também comentou sobre o encontro: "Gilmar Mendes o 'imparcial' visitou Temer na noite de sábado no meio do feriado c/vazamentos de Machado. Depois dizem que o povo é desconfiado."
O deputado federal Paulo Pimenta (PT) chamou a atenção para a ausência do encontro na agenda oficial de Michel Temer. "Imprimi agora. Não consta nada na agenda oficial de Temer ontem. O encontro com Gilmar Mendes não foi oficial." A assessoria de Michel Temer informou que Gilmar Mendes solicitou o encontro para discutir o orçamento do TSE.

TCU deve julgar contas de Dilma em setembro




Folha de S. Paulo - Dimmi Amora e Valdo Cruz
As contas de governo da presidente Dilma Rousseff de 2015 e os atos que levaram a seu impeachment só serão julgados pelo plenário do TCU (Tribunal de Contas da União) no segundo semestre.
A Folha apurou que o ministro José Múcio pretende pedir ao governo explicações sobre supostas irregularidades apontadas pelos órgãos técnicos. A sessão em qaue ele fará esse pedido está prevista para o meio de junho.
Como o prazo para explicações  deve ser 30 dias e as respostas terão que ser analisadas internamente, o calendário do julgamento final no TCU das contas de gestão deve coincidir com o que está  sendo preparado no Senado para o julgamento do afastamento definitivo da presidente do cargo, previsto para setembro. Leia mais aqui: TCU deve julgar contas de 2015 em setembro

SOBRADINHO: PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO PELO PSOL E MARIA HELENA, VISITAM COMUNIDADE DE LAGOA GRANDE

O  pré-candidato  a  prefeito  pelo  PSOL,  Dr.  Luciano, esteve  neste  domingo (29),  visitando a  comunidade  de  Lagoa  Grande  juntamente  com  sua  esposa  Manu   é  a  pré-candidata  a  vereadora  Maria  Helena. Luciano  disse  que  ficou  feliz,  em  ver  que  as  pessoas  em  Sobradinho  estão querendo  mudança. O  povo  não  quer  ser  mais  enganado  com  promessas  mentirosas.  A  população  quer  uma  transformação  de  verdade,  não continuar com uma gestão  que  só  cuida  do  interesse  de  familiares  e  de  um  determinado  grupo  político. A  cidade de  Sobradinho  encontra-se  abandonada  pelo  poder  público,  que  não  resolve  os  problemas  da  população, estradas  ruins  sem  manutenção,  a  saúde  precária,  a  educação de péssima  qualidade,  isso  tudo  tem  que  ser  levado  em  conta. Por  isso  tem  que  haver  mudança,  temos  que  sair  da  mesmice. A  pré-candidata  a  vereadora  pelo  PSOL  Maria  Helena,  endossou  as  palavras  de  Dr. Luciano,  e  disse: O  povo  não  vai  mais  se  enganar,  se  eles  passaram  quatro  anos  e  não  fizeram  quase  nada,  como  é  que  vamos  acreditar  nesses  políticos  que  não  honram  com  a  palavra,  e  que  só  servem  para  usar  as  pessoas,  por  isso  confirmo, é necessário que  aconteça mudança de  verdade,  concluiu  Maria  Helena.

MORO MANDA SOLTAR EMPRESÁRIO


Moro manda soltar empresário preso na Lava Jato


O juiz federal de Curitiba Sérgio Moro autorizou a soltura do empresário Marcelo Rodrigues, preso na 26ª fase da Operação Lava Jato, denominada de Operação Xepa. A ação foi deflagrada em março. Segundo a Agência Brasil, Moro atendeu a um pedido feito pela defesa para converter a prisão em medidas cautelares, como o pagamento de fiança de R$ 300 mil. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (27). Segundo a força-tarefa da Lava Jato, Rodrigues é réu na investigação sobre as atividades do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira Odebrecht. A seção era responsável por pagamentos de propina. Conforme as investigações, Rodrigues atuava como um dos operadores financeiros de supostos pagamentos ilegais, por meio da empresa JR Graco Assessoria e Consultoria Financeira. Ao assinar o alvará de soltura do empresário, Moro aceitou bloquear o valor da fiança em uma conta do irmão do acusado, Olívio Rodrigues Júnior, que também é investigado. A defesa de Marcelo afirmou que ele não tem dinheiro para pagar o valor. Após a deflagração da operação, a Graco Corretora de Câmbio S/A afirmou que o antigo sócio Olívio Rodrigues Júnior está totalmente desvinculado da corretora desde 2007, assim como Marcelo Rodrigues. A empresa diz que é absolutamente independente e não tem qualquer relação comercial ou vínculo com a JR Graco Assessoria e Consultoria Financeira.

'Vão ter que se ajoelhar', diz Dilma sobre relação do governo Temer e Cunha


'Vão ter que se ajoelhar', diz Dilma sobre relação do governo Temer e Cunha

A presidente afastada Dilma Rousseff acredita ter chance de reverter o processo de impeachment, mas calcula uma margem acima dos 27 necessários para a votação definitiva no Senado. “É melhor falar que precisamos de 30”, disse, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. Para a petista, um dos motivos para apostar na virada é o fato de vários senadores votarem favoráveis à abertura do processo sem citar o mérito da ação. “Sobretudo porque as razões do impeachment estão ficando cada vez mais claras. E elas não têm nada a ver com seis decretos ou com Plano Safra”, apontou, citando 30 decretos semelhantes assinados por Fernando Henrique Cardoso e 4 por Lula. “Quando o TCU disse que não se podia fazer mais [decretos], nós não fizemos mais. O Plano Safra não tem uma ação minha. Pela lei, quem executa [o plano] são órgãos técnicos da Fazenda. Ou seja, não conseguem dizer qual é o crime que eu cometi”, avaliou. Dilma ainda mencionou as gravações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e defendeu que a articulação em torno do impeachment tinha como razão impedir o avanço da Operação Lava Jato. “Eu li os três [diálogos]. Eles mostram que a causa real para o meu impeachment era a tentativa de obstrução da Operação Lava Jato por parte de quem achava que, sem mudar o governo, a "sangria" continuaria. A "sangria" é uma citação literal do senador Romero Jucá”, afirma, destacando não ter interferido na apuração. “Outro dos grampeados diz que eu deixava as coisas [investigações] correrem. As conversas provam o que sistematicamente falamos: jamais interferimos na Lava Jato. E aqueles que quiseram o impeachment tinham esse objetivo. Não sou eu que digo. Eles próprios dizem”, ressalta. Questionada sobre o peso da crise econômica e das dificuldades de relacionamento com o Congresso, Dilma definiu o processo de impeachment como fruto da “combinação da crise econômica com uma ação política deletéria”. “Pior: propuseram as "pautas-bomba", com gastos de R$ 160 bilhões. O que estava por trás disso? A criação de um ambiente de impasse, propício ao impeachment. Cada vez que a Lava Jato chegava perto do senhor Eduardo Cunha, ele tomava uma atitude contra o governo. A tese dele era a de que tínhamos que obstruir a Justiça”, disse. Enumerando nomeações como a de Alexandre de Moraes (ministro da Justiça) e de cargos internos da Casa Civil, a presidente aponta que Cunha é “a pessoa central do governo Temer”. “Isso ficou claríssimo agora, com a indicação do André Moura [deputado ligado a Cunha e líder do governo Temer na Câmara]. Cunha não só manda: ele é o governo Temer. E não há governo possível nos termos do Eduardo Cunha”, considera, para completar: “Vão ter de se ajoelhar [a Cunha]”.

No princípio também era o caos



Carlos Bricmann
No princípio, ensina a Bíblia, era o caos. No Brasil os princípios de há muito foram esquecidos, mas o caos se mantém. Gente de terceiro time abre a boca e derruba figurões; pois figurões e figurinhas são a mesma turma, unida para mamar onde for possível, tanto quanto for possível. 

Quem é Pedro Corrêa? Um obscuro parlamentar pernambucano, conhecido por pouquíssima gente. É o depoimento dele que põe Lula no palco, já que o acusa, em delação premiada, aceita pela Justiça, de comandar a distribuição dos pixulecos da Petrobras e a nomear diretores mais compreensivos com as necessidades financeiras dos partidos. 

E aquele Sérgio Machado, que conversou com velhos amigos, gravou tudo e entregou as gravações ao Ministério Público? Este acertou um ex-presidente da República, José Sarney, derrubou um ministro importante, Romero Jucá, e atingiu o segundo homem na linha sucessória, Renan Calheiros. Todos os figurões falaram abertamente com o homem do terceiro time. Claro: eram aliados, não tinham segredos uns com os outros.

Há mais caos no futuro. Lembra de Pedro Barusco, o gerente que ficou com uns cem milhões de dólares? Está colaborando agora com a Justiça americana, onde correm processos de quase cem bilhões de dólares contra estatais brasileiras. 

E falta a delação premiada de Marcelo Odebrecht.

Cunha a Dilma: golpe no Brasil foi de sorte



O presidente afastado da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) reagiu com ironia à entrevista da presidente afastada Dilma Rousseff concedida à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, onde ela afirma ter sido vítima de um golpe e que o governo do presidente interino Michel Temer terá que se ajoelhar diante dele.
"Pode ser que tenha tido um golpe no Brasil, mas foi um golpe de sorte, porque conseguimos nos livrar do PT e da Dilma de uma vez só". Escreveu Cunha no Twitter.
No Twitter, Cunha também postou o vídeo de uma entrevista sua à repórter Mariana Godoy, da rede TV! no final de maio, de onde a postagem deste

sábado, 28 de maio de 2016

Sarney diz que Lula se arrependeu de eleger Dilma





Do G1, com informações do Jornal Hoje
O ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) afirma em uma conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  se arrependeu da escolha da presidente afastada Dilma Rousseff para sucedê-lo.
A conversa foi gravada por Machado na casa do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). O ex-presidente da Transpetro, que gravou várias conversas com políticos do PMDB, teve acordo de delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
No diálogo com Sarney, inédito, Machado e o ex-presidente falavam sobre a Dilma Rousseff e sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O nome de Lula não é citado diretamente, mas, para os investigadores, fica claro que a conversa é sobre ele.
SÉRGIO MACHADO - Agora, tudo por omissão da dona Dilma. 
JOSÉ SARNEY - Ele chorando. O que eu ia contar era isso. Ele me disse que o único arrependimento que ele tem é ter eleito a Dilma. Único erro que ele cometeu. Foi o mais grave de todos. 
Em gravação citada pelo jornal "Folha de S.Paulo" entre Machado e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) o assunto também é Lula. Mas a conversa é sobre o suposto envolvimento do ex-presidente no esquema do mensalão do PT.
Segundo o jornal, Renan Calheiros afirma que Lula havia saído, ou seja, não processado no mensalão porque os pagamentos ao marqueteiro Duda Mendonça no exterior não foram investigados a fundo quando vieram a público.
RENAN CALHEIROS - Por que que o Lula saiu [não foi acusado no processo do mensalão]? Porque o Duda [Mendonça, marqueteiro] fez a delação – na época nem tinha [a lei]. O Duda fez a delação e disse que recebeu o dinheiro fora. E ninguém nunca investigou quem pagou, né? Este é que foi o segredo.
Duda Mendonça foi o marqueteiro da campanha vitoriosa de Lula em 2002. Ele acabou absolvido no julgamento do mensalão.
Neste trecho, também publicado pela "Folha", Renan e Machado se referem ao triplex e ao sítio que os investigadores afirmam que são de propriedade do ex-presidente. Lula nega ser o dono. Os dois  citam uma quantia em dinheiro que Lula teria, sem mencionar a origem. Reportagem da revista "Veja" mostrou que a empresa de palestras de Lula teria faturamento semelhante à quantia citada por Machado.
MACHADO - ...botou na real. Aí [inaudível] umas besteiras, como a Marisa diz, besteira. Ele tem 30 milhões em caixa. Como é que não comprou um apartamento, uma p*** [inaudível]. P***, umas m***, um sítio m***, um apartamento m***.
Além de fazer as gravações, Sérgio Machado já deu vários depoimentos aos investigadores da Operação Lava Jato, que estão agora analisando todas essas informações trazidas pelo ex-presidente da Transpetro.
A delação premiada dele foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e, a partir de agora, começa uma nova etapa da apuração. O ex-presidente José sarney e os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá podem ser chamados a dar explicações.
Versões dos citados
A assessoria de imprensa do Instituto Lula enviou uma nota em que diz que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já teve seu sigilos bancários e fiscais quebrados, analisados e divulgados e que cabe aos autores das frases e das gravações comentarem suas declarações privadas divulgadas ilegalmente.
A presidente afastada Dilma Rousseff disse que que não vai comentar as declarações de José Sarney e de Sérgio Machado.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, também não vai comentar.
o advogado de José Sarney, Antônio Carlos de Almeida Castro, disse que o ex-presidente não vai responder sobre fragmentos do que está sendo vazado. E que pediu cópia da delação de Sérgio Machado ao STF para poder responder de forma contextualizada.
Antonio Carlos de Almeida Castro também é advogado de Duda Mendonça. Sobre o cliente, disse que a afirmação de que Lula não foi processado no mensalão por causa da delação do publicitário não tem sentido. Almeida Castro disse que duda não protegeu ninguém, foi processado criminalmente no mensalão e absolvido pelo plenário do Supremo. A defesa do ex-presidente da transpetro Sérgio Machado disse que ele não pode se manifestar porque a delação ainda está sob sigilo.

Marina: PT e PMDB são contra a Lava Jato



Ao participar de um evento em Porto Alegre, a ex-senadora Marina Silva afirmou que os grampos de Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, revelam que tanto o PT como o PMDB são contra a Operação Lava Jato.
"As revelações feitas de conversas de parte da cúpula do PT e agora de parte da cúpula do PMDB demonstram que qualquer pessoa que tenha conhecimento mínimo do que está ocorrendo da política brasileira sabe que o ponto em que eles se encontram e convergem na mesma profundidade, na mesma proporção, é no arrefecimento da Lava Jato", disse ela.
"As cúpulas desses partidos indicaram juntas as diretorias da Petrobras. Havia uma coordenação para a distribuição dos recursos da propina, e esses segmentos estavam operando politicamente para o enfraquecimento da Lava Jato, como mostram as próprias palavras das pessoas que estão agora sendo reveladas nesta articulação", afirmou.
Marina voltou a dizer que o caminho mais adequado é a cassação da chapa Dilma-Temer e a realização de novas eleições. "O TSE tem em suas mãos a possibilidade de devolver para a sociedade um meio para reparar o erro que foi induzida a cometer", disse ela.  (BR 247)

Padres José Severino Gomes da Silva (Zezé), Vigário da Paróquia Santo Antônio e  Edivaldo José de Sousa, Paróquia Nossa Senhora Aparecida. (Foto Diocese de Juazeiro)
Segundo o site Paim News, nesta sexta-feira (27), durante viagem para a cidade de Campo Alegre de Lourdes para comemoração e Missa dos 50 anos da Paróquia, a cerca de 12 quilômetros da sede da cidade, dois padres de Juazeiro, sofreram acidente no veículo em que estavam, que capotou. No veículo, um Fiat Uno, viajavam o Padre José Severino (Zezé) e Padre Edivaldo Sousa. Eles receberam os primeiros socorros e foram encaminhados para o hospital de Campo Alegre de Lourdes. Sofreram apenas ferimentos leves e retornaram à Juazeiro na manhã deste sábado (28).

QUEM SERÁ O VICE PARA COMPOR A CHAPA DE LUIZ VICENTE?

O  que  tem  de  postulantes  para  compor  a  chapa  de  Luiz  Vicente,  dar  para  encher  uma  Van. São vários  nomes: o  ex-vereador  Silvinho  da  gráfica,  Cláudio  da  Montrel,  Geraldo Filho,  Cleyvinho, Canturil  e  outros  que  estão  no  anonimato. Tire  as  suas  conclusões,  quem  será  oficializado  para  compor  a  chapa de  Vicente, precisa  ter  bola  de  cristal.  Muitas  águas vão  rolar.

ARTIGO: NOS BASTIDORES DA POLÍTICA EM SOBRADINHO

A  oposição  ainda  não  tem  pré-candidato  definido   para  disputar  a  eleição para  prefeito  este  ano  em  Sobradinho. A  executiva  do  municipal  oficializou  o  nome  de  Tiziu,  para  disputar  a  eleição  para  prefeito  no  próximo  pleito  eleitoral.   Por  lado o  deputado  petista Valmir  assunção  disse  de  viva  voz e em  alto  som, na  comemoração do  aniversário de Luiz Vicente de que  o  governador do estado Rui  Costa (PT) é  muito grato ao  prefeito  Luiz  Vicente  pelo o  apoio nas  eleições  passadas, e  que  não vai ser  ingrato  com  quem  o  ajudou  a  chegar  ao  poder. A  situação  está  complicada  um  governador  que  pertence  ao  partido  dos  trabalhadores,  apoiar  um  candidato  de  outra sigla  partidária, é  um  verdadeiro  samba  do  criolo  doido. Os  outros pré-candidatos  desapareceram,  há  boatos de  que  estão esperando  sair  uma  pesquisa,  e  o nome que  tiver  bem  avaliado pelo povo  será  escolhido como  pré-candidato. Surgiu  uma  terceira  via  liderada  pelo  Dr.  Luciano  que  está liderando em  todas  as enquetes  nas  redes  sociais.  Atualmente  é  o  nome  de  melhor  avaliação  por  parte  da  população  de  Sobradinho. Vamos  esperar  as  cenas  dos  próximos  capítulos.

Homem-bomba envolve Temer "por estar desesperado"



Portal G1
Em interino Michel Temer, por estar 'desesperado'.
Para conquistar a simpatia de Temer, Machado alega que o ajudou na campanha de 2012, na candidatura que os investigadores da Operação Lava Jato consideram ser o peemedebista Gabriel Chalita, que perdeu a disputa
nova gravação telefônica divulgada nesta noite, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado aparece conversando com o ex-presidente do Senado José Sarney pedindo ajuda com o presidente pela prefeitura de São Paulo para Fernando Haddad, do PT.
"O Michel, eu contribuí pra ele. Ajudei na campanha do menino. Até falei com ele num lugar inapropriado", diz Sérgio Machado.
Temer nega as acusações do ex-presidente da Transpetro. Diz que não foi candidato em 2012, e que nunca se encontrou com Machado em lugar inapropriado.
Novo homem-bomba da Lava Jato, Machado tem deixado peemedebistas de cabelo em pé. Os áudios de sua delação já derrubaram o homem mais forte na primeira composição do governo interino de Temer, o senador Romero Jucá, que passou apenas 12 dias á frente do Ministério do Planejamento.
As gravações revelam que Sérgio Machado pretendia convencer Sarney a envolver Temer na sua articulação para ser protegido na Lava Jato. O ex-presidente do Senado diz que conversou como quem queria ajudar um amigo, mas negou que tivesse tentado exercer influência sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Teori Zavascki é citado no diálogo entre Machado e Sarney.
Sergio Machado já fez um strike na cúpula do PMDB, derrubando Romero Jucá, e atingindo também os caciques Renan Calheiros (presidente do Senado) e José Sarney.
Ainda não se sabe se ele gravou Michel Temer, mas o presidente interino já admitiu que pode ter se encontrado com o ex-presidente da Transpetro.

Dilma: Isolada e esquecida



Carlos Chagas
Dilma Rousseff não preside, muito menos governa. Apenas assiste o tempo passar, nessa estranha interinidade determinada pelo processo do impeachment a que responde. Raramente pode ser vista pedalando sua bicicleta, em Porto Alegre ou Brasília. Se acompanha ou não as iniciativas de Michel Temer, é segredo. Ninguém garante. A verdade é que não se falam.
Aliás, são raros os telefonemas que Madame dá ou recebe, exceção dos próprios familiares. Mantém-se afastada de todos, a começar pelo Lula e as lideranças do PT.  Ignora-se, até, se lê jornais ou escuta rádio. Aguarda-se para as próximas horas a divulgação de sua defesa, a cargo do ex-ministro da Justiça e Advogado Geral da União. Omitem-se ou são rejeitados os companheiros do antigo governo.
Há quem suponha, no atual interregno, a disposição da presidenta de mergulhar no esquecimento, indignada pelo abandono em que foi deixada. Existem, porém, os que identificam em sua atual postura a estratégia de contribuir para aumentar o tamanho do fosso existente entre sua presença anterior no governo e as características apresentadas pelo substituto. Ela não perdoa ter sido abandonada pelo antigo vice, ainda que nenhuma iniciativa tenha adotado para evitar o vazio em suas relações anteriores, antes que se caracterizasse o rompimento.
Numa palavra, condenada em definitivo como parece a projeção do processo de seu afastamento, ou por milagre reconduzida ao poder no final de 180 dias, como ainda acreditam alguns petistas, o destino de Dilma é seguir isolada e esquecida. Bem que poderia dedicar-se a escrever suas memórias..

PMDB PARTIDO DE TEMER PRESIDENTE INTERINO, ESTÁ ATOLADO ATÉ A GUELA NO LAVA JATO




André Singer - Folha de S.Paulo
O relativo otimismo que qualquer novo governo provoca no cidadão médio vigorou menos de 15 dias. Na décima jornada, a vilegiatura de Michel Temer foi atingida por bomba revelada pela Folha. As gravações premiadas do peemedebista Sérgio Machado, depois complementadas pela Globo e acrescidas da delação de Pedro Corrêa, ex-presidente do Partido Progressista (PP), na "Veja", atingem o coração do poder.
Aninhado na cúpula do PMDB, o ex-tucano Machado tem informações capazes de comprometer todos os homens do presidente. Mais ainda, deve conhecer em detalhes o esquema de financiamento do partido, o qual parecia passar por certo diretor da Petrobras, supostamente indicado pelo atual ocupante do Planalto.
A derrubada do ex-ministro do Planejamento Romero Jucá, personagem central do gabinete temerário, constitui apenas o aperitivo da investigação. O roteiro completo estava, aliás, anunciado em reportagem de "O Estado de S. Paulo" três semanas atrás (8/5). Nela, se anunciava que depois de desbaratar o esquema de arrecadação do PP e do PT, chegara a vez de a Lava Jato fazer o mesmo com a sigla outrora comandada por Ulysses Guimarães.
Não se trata, portanto, de evidenciar apenas o envolvimento de figuras célebres como o presidente do Senado, Renan Calheiros, ou do ex-presidente da República José Sarney em diálogos algo assustados (e assustadores). Os procuradores buscam provas palpáveis de desvio de recursos públicos. Caso as consigam, a carceragem será o destino possível dos acusados.
Exatamente por conhecer tais planos, talvez tenha Machado decidido soltar as fitas, como se diria em linguagem antiga, de modo a evitar a própria prisão. Gravadas em fevereiro/março passado, funcionavam como recurso para a hora do aperto, que chegou. O quanto a divulgação interessava também aos investigadores é difícil avaliar.
Seja como for, dois elementos precisam, a esta altura, ser registrados. O primeiro é que a Lava Jato, em seus óbvios cálculos políticos, não se voltou apenas contra o PT. Quando for feito o balanço da seletividade utilizada pelos que dirigem o processo — um emaranhado de personagens, do qual agora se destaca o procurador-geral Rodrigo Janot — será mister reconhecer o estrago também realizado na governança peemedebista.
Em segundo lugar, as chances de aprovação no Congresso das medidas neoliberais anunciadas por Henrique Meirelles terça-feira (24), às quais se somariam a reforma da Previdência e a flexibilização da CLT, diminuem à sombra das suspeitas lançadas nesta semana. Se, em condições normais de temperatura e pressão, parlamentares resistem votar medidas impopulares, maior será a dificuldade com a polícia no encalço dos proponentes.

FH cancela palestra em Nova York após protestos



Ex-presidente participaria de debate neste sábado sobre democracia na América Latina
O Gloo - Silvia Amorim
Após protestos de intelectuais, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso cancelou sua participação numa palestra neste sábado em Nova York sobre a democracia na América Latina. O evento foi organizado pela Associação de Estudos Latino-Americanos (LASA) em homenagem aos 50 anos da entidade e FH dividiria um painel de debate com o ex-presidente do Chile Ricardo Lagos.
Em carta enviada a LASA, a que o GLOBO teve acesso, FH explica que desistiu da palestra para não dar discurso a “mentes radicais”.
“Eu peço que vocês entendam que a essa altura da minha vida, aos 85 anos, eu não desejo dar pretexto para mentes radicais, dirigidas por paixões partidárias, me usarem em uma luta imaginária ‘contra o golpe’, um golpe que nunca existiu”, escreveu o ex-presidente.

Risco de Temer está no TSE


  
Quando a corrupção vira um dos principais motes dos que defendem o afastamento definitivo  da presidente Dilma Rousseff (PT), muitos argumentam que o presidente interino Michel Temer (PMDB) também pairam suspeitas. Mas o que de fato há contra? As suspeitas e ameaças vêm de cinco frentes, entre elas a operação Lava Jato. É importante lembrar, no entanto, que, na Presidência, Temer provavelmente não pode ser julgado pelas suspeitas que pairam sob ele na Lava Jato.
A Constituição diz que, no período em que exerce a Presidência, um presidente não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao mandato. A maior batalha do presidente interino não será no Senado na votação decisiva do impeachment de Dilma, mas no Tribunal Superior Eleitoral, onde tramita processo de cassação da chapa Dilma-Temer.
No Senado, Temer pode cortejar aliados com ministérios e apoio político. Já no TSE, corte de apenas sete ministros, com apenas quatro votos o hoje presidente interino pode voltar para casa mais cedo do que imaginava. O PSDB moveu quatro ações contra a chapa Dilma-Temer. Nesses processos, o partido aponta supostos episódios de uso da máquina do Governo na campanha petista, como participação indevida de ministros e envio de 4,8 milhões de folders pró-Dilma pelos Correios.
Também cita a operação Lava Jato e a possibilidade de recebimento de doações de empreiteiras envolvidas em desvios de recursos da Petrobras, o que caracterizaria abuso de poder econômico. Dilma e Temer já negaram as acusações com argumento de que a campanha de Aécio Neves (PSDB) também recebeu recursos das mesmas empresas.
Recentemente, Temer entrou com um pedido para separar sua responsabilidade da de Dilma nos processo de cassação. Ele argumenta que não pode ser responsabilizado por atos cometidos por ela, mas o TSE negou. Não há previsão ainda de quando as ações serão julgadas. Se a maioria dos ministros considerar que a chapa Dilma-Temer deve ser cassada antes da conclusão de dois anos de mandato, nova eleição presidencial direta deve ser convocada. Se decisão desse tipo for proferida a partir do ano que vem, haveria eleição indireta no Congresso.

Corrêa põe Lula na linha de frente da corrupção



Ex-deputado negocia acordo de delação premiada há um ano
Pernambucano afirma que o ex-presidente discutia pessoalmente o esquema da Petrobras
Folhapress
O ex-deputado e ex-presidente do PP Pedro Corrêa, preso em Curitiba (PR) pela Operação Lava-Jato, afirmou, em documentos que integram seu acordo de delação premiada, que o ex-presidente Lula discutia pessoalmente o esquema de corrupção da Petrobras. Ele também citou vários deputados, senadores, ministros, ex-ministros e ex-governadores envolvidos em esquemas de corrupção, além de ter confessado que recebeu dinheiro desviado de mais de 20 órgãos ligados ao governo nas últimas três décadas. As informações foram publicadas ontem pela revista Veja.
Segundo a publicação, Corrêa relatou que parlamentares do PP se rebelaram com o avanço do PMDB nos contratos da diretoria de abastecimento quando a área era dirigida por Paulo Roberto Costa. Um grupo teria ido ao Palácio do Planalto na época que o petista era presidente para reclamar da “invasão”. De acordo com Corrêa,
Lula passou uma descompostura nos deputados dizendo que eles “estavam com as burras cheias de dinheiro” e que a diretoria era “muito grande” e tinha que “atender os outros aliados”, pois o orçamento era muito grande. Segundo a publicação, os caciques do PP se conformaram quando Lula lhes garantiu que a maior parte das comissões seriam dirigidas para a sigla.
A revista também diz que, confirme o relato de Corrêa, Lula ordenou que os partidos se entendessem. O ex-deputado, representando os interesses do PP, reuniu-se com a alta cúpula do PMDB para tratar da partilha. O senador Renan Calheiros (AL) é apontado como um dos primeiros a ser procurado para acertar “o melhor entendimento na arrecadação”.
O ex-deputado também diz que o ex-ministro e senador Edison Lobão (MA) teve participação nos contratos com empreiteiras e atribui ao atual secretário de governo, Geddel Vieira Lima (BA), a indicação do senador cassado Delcídio do Amaral, na época do PT, para ocupar uma diretoria da Petrobras no governo Fernando Henrique Cardoso. No relato, ele afirma que Delcídio cobrava propina de empresas com negócios na diretoria que comandava e repassava parte do dinheiro para o PMDB e PP.
A revista relata a atuação de Lula quando foi presidente para nomear Costa, indicado do PP, para diretor da Petrobras. “Mas Lula, eu entendo a posição do conselho. Não é da tradição da Petrobras, assim, sem mais nem menos trocar um diretor”, disse Dutra, na época presidente da estatal. Lula respondeu, segundo Corrêa: “Se fôssemos pensar em tradição nem você era presidente da Petrobras e nem eu era presidente da República”.
Segundo a revista, o ex-deputado diz que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-ministro Alexandre Padilha (PT-SP), o ex-ministro Alfredo Nascimento (PR-AM), o ex-ministro José Dirceu, o deputado José Guimarães (PT-CE) se beneficiaram de propina.
Corrêa cita outros políticos que, segundo ele, tinham conhecimento de pagamento de propina ou envolvimento em atos ilícitos como Aldo Rebelo (PCdoB/SP), o ex-ministro Aloizio Mercadante (PT/SP), o ministro do TCU Augusto Nardes, o ex-ministro Jaques Wagner (PT/BA), o deputado Paulo Maluf (PP/SP), a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB/MA) e o senador Valdir Raupp (PMDB/RO).

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Sílvio Costa: “Governo Temer não tem legitimidade”



Fiel escudeiro da presidente afastada Dilma Rousseff, o deputado federal Sílvio Costa (PTdoB-PE) passou imediatamente para a oposição ao governo Michel Temer. Na Câmara, Costa vem atacando as medidas adotadas pelo peemedebista, com a mesma ironia que defendia Dilma.
Temer pretende colocar em votação, neste ano, as reformas da previdência e do trabalho. "O governo Michel Temer não tem legitimidade para aprovar reformas", garante o ex-líder do governo petista.
Apesar da crítica contra o peemedebista, Dilma passou cinco anos como presidente da República e não conseguiu tocar reforma. Prometeu fazer as reformas previdenciária e política, que não saíram do papel.
Nesta semana, o Congresso aprovou a alteração da meta fiscal do governo para este ano, medida considerada como o primeiro grande teste do apoio a Michel Temer, no Legislativo.
O governo havia pedido autorização do Congresso para mudar a meta e ampliar o rombo previsto nas contas públicas. Assim ele poderá fechar o ano com um déficit (diferença entre a arrecadação e os gastos) de R$ 170,5 bilhões.

Empresário pernambucano investigado se entrega à PF



Do Diário de Pernambuco
O empresário pernambucano Humberto do Amaral Carrilho, que teve prisão temporária decretada pelo juiz Federal Sérgio Moro na 29ª fase da Operação Lava Jato, e estava foragido, se entregou à Polícia Federal (PF). A informação foi registrada no sistema da Justiça Federal do Paraná. Carrilho é sócio-fundador da Dislub, empresa de armazenamento e distribuição de combustíveis.
Segundo informou a PF à Justiça, Carrilho se entregou espontaneamente na tarde de ontem, em Curitiba. Ele prestou depoimento e ficará preso na Superintendência da PF na capital paranaense.
Ele foi citado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa em delação premiada como tendo pago propina para garantir contratos com a Petrobras. Na delação, Costa afirma que Carrilho teria procurado ele entre 2008 e 2009 para tratar do projeto de construção do Terminal de Derivados no Rio Amazonas, em Itacotiara (AM). O projeto foi aceito e a Dislub foi contratada sem licitação pela Petrobras. Costa diz que recebeu valores de Carrilho por esse negócio e pagos mediante contratos simulados feitos com sua empresa de consultoria, a Costa Global. O empresário fez contratos por meio das empresas Distribuidora Equador, Equador Log e Dislub Equador. O intermediador foi João Claudio Genu.
Carrilho foi já ouvido pela PF de Pernambuco em outra ocasião. De acordo com superintendente da PF-PE, Marcello Diniz Cordeiro, o apartamento do empresário em Apipucos foi encontrado em reforma, portanto não houve apreensão de nenhum material para investigação. O mandado de prisão foi recebido pelos filhos do empresário. “Se não houver apresentação espontânea, quando ele desembarcar no Brasil, poderá ser preso imediatamente, explicou o chefe de comunicação da PF em Pernambuco, Giovani Santoro.
No dia em que a ação foi deflagrada, a defesa do empresário informou aos delegados que ele estava na Europa e já havia providenciado retorno ao Brasil para se entregar à PF.
A 29ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada na última segunda-feira (23). Na Operação, a PF prendeu o ex-tesoureiro informal do PP João Cláudio Genu, absolvido na Ação Penal 470, o processo do mensalão, e o sócio dele, Lucas Amorim Alves.

SOBRADINHO: EVENTO CONTRA A VENDA E COMPRA DE VOTO SERÁ REALIZADO NO DIA PRIMEIRO DE JUNHO NA COLÔNIA DE PESCADORES

O  vento  contra  a  venda  e  compra  de  voto,  será  realizado  no próximo  dia  primeiro  de  junho,  as  19h  na  colônia  de  pescadores.  Segundo  o  professor  Célio  Roberto  organizador  do  movimento, o evento tem a  finalidade de conscientizar  a  população  que  a  venda  e  compra  de  voto  é  crime. Quando  o  político  compra  o seu  voto  ele  não  tem  compromisso  com  você  com  a  sua  cidade. É  por  isso  que  muitas  cidades  encontram-se  esburacadas,  a  saúde,  educação,  funcionando  de  maneira  precária. Já  está  chegando  a  campanha  política  para  prefeito  e  vereador,  eles  vão  até  a  sua  residência  para  tentar  lhe  enganar  com  várias  promessas,  eles  que  estão  há  muito  tem  no  poder  e  que  nunca  fizeram  nada  durante  esses  quatro  anos em  benefício da  população,   agora  reaparecem  com  salvadores  da  pátria vocês  acreditam  neles?  Venha    discutir  conosco estás  propostas  conta  a  venda  e  compra  de  voto,  no  dia  primeiro  de  junho,  às  19h  na  colônia  de  pescadores,  concluiu  Célio  Roberto.

Áudio: políticos, saída de Dilma e ataque ao Judiciário


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Gravações inéditas mostram conversas entre Machado, Sarney e Jucá.
Sérgio Machado gravou conversas e fechou acordo de delação premiada
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Do G1, com informações do Jornal Nacional
Áudios inéditos mostram que o ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que teve acordo de delação premiada homologado pela Justiça nesta quarta-feira (25), manteve conversas com políticos do PMDB na qual especulam sobre o até então possível afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Em dezembro do ano passado, Machado foi alvo de buscas na operação Lava Jato. Ele confessou ao investigadores que, depois disso, teve medo de se tornar alvo de delatores e reveleu que tinha medo de ser preso. A essa altura, o Supremo Tribunal Federal já havia autorizado prisões de pessoas condenadas em segunda instância, e Machado decidiu gravar conversas com políticos importantes.

Machado começou, então, a marcar encontros – um deles com o ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (PMDB-AP), que estava em recuperação depois de ter sofrido uma queda.
A Sarney, Machado afirmou que a única solução para a crise política era Dilma sair do poder. Os dois também falaram sobre a possível saída do atual presidente em exercício Michel Temer.

No diálogo, eles chegam a especular nome que poderia vencer eleições presidenciais e criticam as nomeações feitas pelo governo de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As críticas também são feitas ao juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato na Justiça Federal do Paraná.
As gravações contêm, ainda, conversa de Machado com o senador Romero Jucá(PMDB-RR), na qual o parlamentar fala sobre o posicionamento do PSDB em relação ao processo de impeachment de Dilma.
Neste trecho gravado entre fevereiro e março, os dois especulam sobre política e dizem que Dilma Rousseff vai acabar caindo, especialmente depois de o seu marqueteiroJoão Santana ter sido preso. Eles dizem acreditar que Michel Temer também.
MACHADO –  Estamos num momento, numa quadra, presidente, complicadíssima.
SARNEY –  Eu não vejo solução nenhuma.
MACHADO – Só tem uma solução, presidente:é ela sair.
SARNEY – Ah! Sim.
MACHADO – A única solução que existe. E ela vai sair por bem ou por mal  porque economia nenhuma não vai aguentar.
SARNEY –- Não. Ela vai sair de qualquer jeito.
MACHADO – Qualquer jeito.
SARNEY – Agora não tem jeito. Depois desse negócio do Santana não tem jeito.
MACHADO –  Vai sair do Michel, o que é o pior.
SARNEY – Michel vai sair também.
A conversa continua com especulações sobre quem venceria uma eventual eleição. eles dizem que no final  quem vai assumir a presidência será o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mostrando que os dois não tinham ideia do que estava prestes a ocorrer na política. A conversa foi em março. Cunha teve o afastamento determinado pelo Supremo Tribunal Federal antes mesmo de Dilma ser afastada com o processo de impeachment.
MACHADO – Saindo o Michel, e aí como é que fica? Quem assume?
SARNEY – [...] Eleição. E vai ter muito, um Joaquim Barbosa desses da vida.
MACHADO – Ou um Moro... O Aécio pensa que vai ser ele, não vai ser não.
SARNEY – Não, não vai ser ele, de jeito nenhum!
MACHADO – E quem que assume a presidência, se não tem ninguém?
SARNEY – O Eduardo Cunha.
MACHADO – E ele não vai abrir mão de assumir, não.
SARNEY –- Não... No Supremo não tem . Não tem ninguém que tenha competência pra tirá-lo. Só se cassarem o mandato dele. Fora daí, não tem. Como é que o Supremo vai tirar o presidente da Casa?

Possíveis eleições
Numa conversa entre Machado e o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o agora ex-ministro do Planejamento relata como teria convencido o PSDB a aderir ao impeachment. Até então, o partido era favorável a esperar decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que julga as irreguilaridades nas contas de campanha de Dilma e Temer.
Se a chapa for condenada, haverá novas eleições. Na época, esta era vista pelos tucanos como a melhor saída para a crise. Jucá disse que alertou que ninguém conseguiria ganhar eleição defendendo reformar necessárias mas impopulares para sair da crise econômica.
JUCÁ – Falar com o Tasso, na casa do Tasso. Eunício, o Tasso, o Aécio, o Serra, o Aloysio, o Cássio, o Ricardo Ferraço, que agora virou psdbista histórico. Aí, conversando lá, que é que a gente combinou? Nós temos que estar junto para dar uma saída pro Brasil (inaudível). E, se não estiver, eu disse lá, todo mundo, todos os políticos (inaudível), tão f***, entendeu?  Porque (inaudível) disse : 'Não, TSE, se cassar...'. Eu disse : 'Aécio, deixa eu te falar uma coisa: se cassar e tiver outra eleição, nem Serra, nenhum político tradicional ganha essa eleição, não. (inaudível), Lula, Joaquim Barbosa... (inaudível) Porque na hora dos debates, vão perguntar: 'Você vai fazer reforma da previdência?' O que que que tu vai responder? Que vou! Tu acha que ganha eleição dizendo que vai reduzir aposentadoria das pessoas? Quem vai ganhar é quem fizer maior bravata. E depois, não governa, porque a bravata, vai ficar refém da bravata, nunca vai ter base partidária...' (inaudível) Esqueça!

Neste outro trecho, Sarney e Machado reclamam que Dilma insiste em permanecer no governo diante da crise política e econômica. Sarney diz que não só empresários e políticos devem pagar pelos malfeitos na Petrobras, mas o governo também.
SARNEY As gravações feitas por Sérgio Machado com o ex-presidente José Sarney, com o senador Romero Jucá e com o presidente do Senado Renan Calheiros conhecidas até agora são dominadas por um assunto: as tentativas de barrar a operação Lava Jato e obstruir a Justiça.
Segundo investigadores, no entanto, o tema principal da delação premiada é outro: os desvios de dinheiro da Transpetro para políticos ao longo de mais de dez anos. Isto será conhecido em detalhe à medida que forem divulgados os depoimentos de Sérgio Machado, quando ficará claro porque tanta preocupação com o que Machado tem a dizer.
Ela não sai.(...) Resiste... Diz que até a última bala. 
MACHADO: Não tem rabo, não tem nada.
SARNEY - Acha que não tem rabo. Tudo isso foi ... é o governo, meu Deus! Esse negócio da Petrobras. São os empresários que vão pagar, os políticos! E o governo que fez isso tudo?
MACHADO: Acabou o ‘Lula presidente’.
SARNEY: O Lula acabou. O Lula, coitado, ele está numa depressão tão grande.
MACHADO : O Lula. E não houve nenhuma solidariedade da parte dela.
Eles também criticam as nomeações feitas pelo governo de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato.
SARNEY – E com esse Moro perseguindo por besteira.
MACHADO – Presidente, esse homem tomou conta do Brasil. Inclusive, o Supremo fez porque é pedido dele. Como é que o Toffolil e o Gilmar fazerm uma p*** dessa? Se os dois tivessem votado contra, não dava. Nomeou uns ministro de m*** com aquele modelo.
SARNEY – Todos.

A conversa continua e eles reclamam que ninguém se manifesta contra as decisões de Sérgio Moro, criticam as decisões da Justiça que estão combatendo a corrupção e classificam a situação como uma “ditadura da Justiça”.

MACHADO – Não teve um jurista que se manifestasse. E a mídia tá parcial assim.  Eu nunca vi uma coisa tão parcial. Gente, eu vivi a revolução [...]. Não tinha esse terror que tem hoje, não. A ditatura da toga tá f***.
SARNEY – A ditadura da Justiça tá implantada, é a pior de todas!
MACHADO – E eles vão querer tomar o poder. Pra poder acabar o trabalho.

Na conversa, Machado demonstra o grau de dissimulação a que estava disposto para conseguir que sua delação fosse aceita pelos procuradores. Ele, que estava grampeando a propria conversa com Sarney, pede que o ex-presidente marque um encontro com Renan em um lugar livre de grampos.
MACHADO –  Faz uma ponte que eu possa, que é melhor porque tá tudo grampeado. Tudo, essas coisas. Isso é ruim.
As gravações feitas por Sérgio Machado com o ex-presidente José Sarney, com o senador Romero Jucá e com o presidente do Senado Renan Calheiros conhecidas até agora são dominadas por um assunto: as tentativas de barrar a operação Lava Jato e obstruir a Justiça.
Segundo investigadores, no entanto, o tema principal da delação premiada é outro: os desvios de dinheiro da Transpetro para políticos ao longo de mais de dez anos. Isto será conhecido em detalhe à medida que forem divulgados os depoimentos de Sérgio Machado, quando ficará claro porque tanta preocupação com o que Machado tem a dizer.
Preocupação com depoimentos
As gravações feitas por Sérgio Machado com o ex-presidente José Sarney, com o senador Romero Jucá e com o presidente do Senado Renan Calheiros conhecidas até agora são dominadas por um assunto: as tentativas de barrar a operação Lava Jato e obstruir a Justiça.
Segundo investigadores, no entanto, o tema principal da delação premiada é outro: os desvios de dinheiro da Transpetro para políticos ao longo de mais de dez anos. Isto será conhecido em detalhe à medida que forem divulgados os depoimentos de Sérgio Machado, quando ficará claro porque tanta preocupação com o que Machado tem a dizer.
Outro lado
A assessoria do ex-presidente José Sarney disse que, enquanto ele não tiver acesso às gravações, não vai poder falar especificamente de cada assunto. Em nota à imprensa, o ex-presidente disse que é amigo de Sérgio Machado há muitos anos, que as conversas foram marcadas pela solidariedade, e que usou palavras que pudessem ajudar Machado a superar as acusações que enfrentava.
Sarney também disse lamentar que as conversas privadas tenham se tornado públicas, porque os diálogos podem ferir outras pessoas.

O senador Romero Jucá disse que considera que apenas uma reformulação da política e a valorização de quem não tem crime poderá construir uma saída para o Brasil. Segundo ele, o país esta vivendo uma crise de representatividade, e que era sobre isso que ele queria tratar na reunião referida nos diálogos.

Em relação ao ex-senador Delcídio, Renan disse que ele acelerou o processo de cassação, cujo desfecho é conhecido. O senador afirmou ainda que não pode ser responsabilizado por considerações de terceiros e que suas opiniões sobre aprimoramentos da legislação foram públicas.
A defesa de Sérgio Machado voltou a dizer que os autos são sigilosos e que, por isso, não pode se manifestar sobre o teor das gravações.
A defesa da presidente afastada Dilma Rousseff alegou que a petista jamais pediu qualquer tipo de favor que afrontasse o princípio da moralidade pública.
O Instituto Lula declarou que o diálogo citado é fruto de mais um vazamento ilegal, que confirma o clima de perseguição contra o ex-presidente. O Instituto afirmou ainda que a conversa não traz nada contra o ex-presidente, que Lula sempre agiu dentro da lei e que, por isso, não tem nada a temer.