Chico Ferreira

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sábado, 29 de abril de 2017

Cinco ministros do STF aprovam fim do foro


Fim do foro privilegiado
Pelo menos cinco ministros do STF aprovam lei do fim do foro privilegiado




Ao menos cinco dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) elogiaram a decisão do Senado de aprovar o projeto de lei que restringe o foro privilegiado. Para esses ministros, ouvidos pelo jornal  O Globo, o fato de os parlamentares terem acabado com o foro também para magistrados não soou como represália ao Judiciário. Os senadores só se movimentaram pela votação do projeto após a Corte marcar para 31 de maio o julgamento de um processo que discute justamente a restrição do foro especial para parlamentares. A proposta que tramita no Congresso retira o privilégio também de juízes e integrantes do Ministério Público.
O projeto aprovado pelos parlamentares mantém o direito ao foro apenas para presidentes de Câmara, Senado e STF, além do presidente da República. Na ação que aguarda julgamento no STF, a proposta é manter o foro a autoridades que estejam exercendo o mandato, em relação a crimes relacionados com o cargo atual. Neste caso, os magistrados continuariam com o direito ao foro especial, já que ocupam cargo vitalício. Mesmo com o projeto mais abrangente tramitando no Congresso, o STF manterá o processo na pauta.

Prefeito comunista de Uauá faz pouse ao lado de deputado e vice-governador inimigos dos trabalhadores


A imagem pode conter: 7 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé

Citado na Lava jato e considerado inimigo número um dos trabalhadores, o vice-governador da Bahia, João Leão (PP), e o inimigo dos trabalhadores declarado, deputado federal Zé Nunes (PSD) estiveram no município de Uauá, participando do IX Festival do Umbu. Eles foram recepcionado pelo prefeito comunista, Lindomar Dantas (PCdoB), pelo vice, João Alves (PSL), e o vereador Carlinhos de Moisés (PCdoB).
Prefeito, vice prefeito e vereador de Uauá ao lado de quem vota contra os trabalhadores!!
Como diz o velho ditado: ‘água não se mistura com óleo’, mas em Uauá aproveitadores (capicuminstas) se utilizaram de legenda  de esquerda para alcançarem o poder, e depois massacrarem os trabalhadores que os colocaram no poder. Um dos exemplos é o tratamento oferecido a classe dos educadores que a cada dia denunciam casos de escândalos e humilhações.

Em outros momentos da política, esse tipo de gente jamais se filiaria ao partido, e a recepção para um vice-governador, o deputado, e o governador, senhor Rui Costa – outro inimigo dos trabalhadores e oportunista -, deveria receber vaias da população como está acontecendo em vários lugares do país como aconteceu no aeroporto do Recife com o ministro/deputado, Mendonça Filho (DEM). Todos sabem que os trabalhadores do Estado, estão sendo massacrados, inclusive os policiais civis, serventuários da justiça, educação, saúde, agricultura que não mais existe porque quase todos foram demitidos e não receberam seus direitos.
Infeliz Bahia, onde alguns oportunistas gritavam: ‘Xô ACM!’, ‘Fora ACM!’, e agora fazem pior que o velho Pajé da política baiana.
Enquanto o Brasil está em chamas com o povo nas ruas protestando, em Uauá acontece essa cena deprimente e horrível!
O post Prefeito comunista de Uauá faz pouse ao lado de deputado e vice-governador inimigos dos trabalhadores.  (Jornal Ação Popular)

Dilma sabia do caixa dois, diz João Santana


Marqueteiro afirma ao TSE que, ‘infelizmente’, presidente cassada sabia de caixa 2 e se sentia chantageada por Marcelo Odebrecht

O Estado de S.Paulo

O uso de caixa 2 na campanha eleitoral de Dilma Rousseff (PT) em 2014 reforçou a percepção de que os políticos brasileiros sofrem de “amnésia moral”, disse em depoimento sigiloso à Justiça Eleitoral o marqueteiro João Santana, responsável pelas campanhas do PT à Presidência da República em 2006, 2010 e 2014. Segundo o publicitário, Dilma “infelizmente” sabia do uso de recursos não contabilizados em sua campanha e se sentia “chantageada” pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht.
De acordo com Santana, a petista teria sido uma “Rainha da Inglaterra” em se tratando das finanças de sua campanha, não sabendo de todos os detalhes dos pagamentos efetuados.
No entanto, indagado se a presidente cassada tinha conhecimento de que parte das despesas era paga via caixa 2, o marqueteiro foi categórico: “Infelizmente, sabia. Infelizmente porque, ao me dar confiança de tratar esse assunto, isso reforçou uma espécie de amnésia moral, que envolve todos os políticos brasileiros. Isso aumentou um sentimento de impunidade”.
Estado apurou mais detalhes do depoimento de Santana, prestado na última segunda-feira no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Na ocasião, o ex-marqueteiro de Dilma lembrou o papel do atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), como “porta-voz” de recados de Marcelo Odebrecht.
“Dilma se achava chantageada pelo Marcelo”, afirmou Santana à Justiça Eleitoral. De acordo com o relato do publicitário, o objetivo da chantagem seria intimidar a então presidente a ponto de fazê-la impedir o avanço das investigações da Lava Jato. Dilma nunca gostou do “Menino”, apelido que usava para se referir a Marcelo Odebrecht, disse o ex-marqueteiro do PT

"Vamos voltar e recuperar o país", promete Lula no RS


Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff em ato em defesa do polo naval em Rio Grande (RS)
Folha de S.Paulo - Paula Sperb (Colaboração)
O público gritava "Lula, eu te amo" quando o ex-presidente disse que o seu partido, o PT, voltaria ao poder. Lula e a ex-presidente Dilma participaram de ato em defesa do polo naval da cidade de Rio Grande, a 315 km de Porto Alegre, na tarde deste sábado (28).
A organização estima que 12 mil pessoas compareceram à manifestação realizada em frente à prefeitura da cidade.
O evento estava prestes a começar, por volta das 14h30, quando um pequeno avião passou levando uma faixa com os dizeres "Lula, Moro te espera". O ex-presidente é réu na Operação Lava Jato.
"Não sei o que vai acontecer comigo", disse Lula em seu discurso. "Mas podem se preparar porque nós vamos voltar e vamos recuperar esse país", completou.
Lula voltou a criticar as reformas trabalhista e da Previdência e falou sobre o "ódio ao PT". O ex-presidente também elogiou o Rio Grande do Sul, Estado que considera politizado, e comparou a política gaúcha com a paulista.
Para Lula, enquanto a política gaúcha teve figuras como Getúlio Vargas, Leonel Brizola e Jango, São Paulo orgulha-se de Jânio Quadros, Adhemar de Barros e Paulo Maluf.
Lula criticou a Rede Globo. A emissora não informou sobre a greve geral da última sexta-feira (28), no Jornal Nacional da noite da véspera.
"A Globo não se presta mais a transmitir informações", disse.
"Eu que não queria ser mais candidato, se a Globo escolher um candidato, terei imenso prazer de ser", provocou Lula.
O discurso do ex-presidente adotou pautas feministas, como combate à violência contra mulheres e representatividade das mulheres na política.
DESEMPREGO NO POLO NAVAL
Tanto Lula como Dilma lamentaram a falta de investimentos no polo naval de Rio Grande. Cerca de 17 mil vagas foram fechadas, restando 3.000 funcionários.
Dilma criticou o governo Temer (PMDB), que deve substituir o chamado "conteúdo local" da Petrobras por bens e serviços de países como Cingapura e China.
"Tudo que pode ser construído no Brasil deve ser construído no Brasil", disse Dilma. 

PF amplia cerco à cúpula do PMDB no Senado


PF amplia cerco à cúpula do PMDB no Senado
Foto: Agência Brasil
Desdobramento da Lava Jato, a Operação Satélites 2, deflagrada nesta sexta-feira (28) pela Polícia Federal, ampliou o cerco à cúpula do PMDB no Senado. Por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra suspeitos de operar recebimento de propina em contratos da Transpetro, subsidiária da Petrobrás. As medidas foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para coletar provas contra suspeitos que teriam beneficiado os senadores Renan Calheiros (AL), Garibaldi Alves Filho (RN) e Romero Jucá (RR), além do ex-presidente José Sarney (AP), com o recebimento de valores indevidos. Os peemedebistas negam. A investigação que deu origem à operação se baseou na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que revelou à PGR ter repassado, em 11 anos, R$ 100 milhões em propina aos peemedebistas. O dinheiro, supostamente oriundo de contratos da estatal, teria sido pago em espécie e por meio de doações oficiais. A PF cumpriu dez mandados em Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe, São Paulo e Distrito Federal para apurar crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Um dos alvos foi o advogado Bruno Mendes, ex-assessor de Renan, que foi gravado em uma das conversas de Machado entregues à Lava Jato. O senador é suspeito de ter recebido R$ 32 milhões dos recursos supostamente desviados para o PMDB. Também foram cumpridas medidas contra o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Lindolfo Sales, que foi chefe de gabinete de Garibaldi; Amauri Cezar Piccolo, assessor de Sarney; e uma ex-assessora de Jucá. Outro alvo de busca foi o ex-senador José Almeida Lima (PMDB), atual secretário de Saúde de Sergipe.

Morre radialista atropelada por carro alegórico no Carnaval deste ano


Morre radialista atropelada por carro alegórico no Carnaval deste ano
Foto: Reprodução / Facebook
A radialista Elizabeth Ferreira Joffe morreu na manhã deste sábado (29), no Rio de Janeiro. Não há detalhes sobre a causa da morte, mas a profissional foi uma das 20 pessoas atropeladas pelo carro alegórico da escola de samba Paraíso do Tuiutí, no Carnaval deste ano. Elizabeth teve fraturas no fêmur e na bacia, e foi inicialmente levada ao hospital municipal Souza Aguiar. Dias depois ela foi internada no hospital particular Quinta D'Or. De acordo com a Folha, a escola se mianifestou em nota dizendo que está "profundamente consternada". "Desde o fatídico episódio, a agremiação não se furtou em arcar com os custos do tratamento médico e oferecer apoio irrestrito às vítimas com sequelas e ferimentos graves. Declaramos luto e mais uma vez lamentamos que as consequências do acidente tenham sido as piores possíveis", disse a escola.

Lava Jato: Supremo envia novo volume de inquéritos para Polícia Federal


Lava Jato: Supremo envia novo volume de inquéritos para Polícia Federal
Foto: STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou novo volume de inquéritos para a Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava Jato. De acordo com informações da coluna Radar Online, de Veja, foram entregues 30 inquéritos abertos a partir da delação de executivos da Odebrecht. A expectativa é que novas operações sejam deflagradas pelo país nos próximos dias.

Estudante está em estado grave depois de ser agredido por PM em protesto



Estudante está em estado grave depois de ser agredido por PM em protesto
Foto: Reprodução / Facebook
O estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiânia Mateus Ferreira, 33 anos, está internado em estado grave no Hospital de Urgências de Goiânia. Ele foi atingido por um golpe de cassetete no rosto e sofreu traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas. Segundo boletim médico divulgado neste sábado (29) o paciente está sedado e respira por aparelhos. Mateus participava nesta sexta-feira (28) do protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária e corria sozinho quando foi atingido no rosto por um policial militar. O estudante foi agredido por um agente que corria em direção a pessoas encapuzadas que quebravam vidros de agência bancária durante protesto no centro de Goiânia. O momento foi captado pelo fotógrafo Luiz da Luz, do jornal O Popular, e também em um vídeo divulgado nas redes sociais. Reportagem do jornal O Popular afirma que Mateus chegou ao hospital por volta de 13h, após ser atendido pelo Corpo de Bombeiros. O jovem passou por cirurgias de reconstrução facial e não há previsão de novos procedimentos no momento. A mãe de Mateus, que é de Osasco, São Paulo, está indo para Goiânia de ônibus. A Universidade Federal de Goiânia divulgou uma nota em que pede "adequada apuração dos fatos e a punição dos responsáveis". A Secretaria de Segurança Pública do Estado disse que o comando da Polícia Militar "condena veementemente todo e qualquer tipo de agressão, praticada por policiais militares no exercício da sua função".

PREFEITO LUIZ VICENTE DISSE: DORAVANTE É SÓ TRABALHO

Luiz  Vicente  prefeito  de  Sobradinho-BA,  estar  entre  os  melhores prefeitos da  Bahia,  disse  que  vem  honrando  os  seus  compromisso  com  a  população  da  terra  da  barragem.  Estar  pavimentando  as  Vilas  São  Francisco  e  Santana.  A  Vila  São  Joaquim  estar com quase  90%   pavimentada.  Segundo  o  gestor,  Sobradinho  tem  dado  um  grande  avanço  em  todas  as  áreas  sociais.  Estar sendo  considerado  um  dos  municípios  que  mais  prosperou  em   todo  estado  da  Bahia. Concluiu  Vicente  o  trabalho  vai  continuar  e  a  população  de  Sobradinho  é  quem  vai  ganhar.

Os segredos que Palocci vai revelar




TERREMOTO O que Palocci tem para contar deve provocar nova turbulência no País e no PT (Crédito: ANDRE DUSEK/AE)
ISTOÉ – Germano Oliveira e Eduardo Militão
O ex-ministro Antonio Palocci é um pote até aqui de mágoa. Na última semana, movido por esse sentimento que o consome desde setembro de 2016, quando foi preso em Curitiba, o homem forte dos governos Lula e Dilma deu o passo definitivo rumo à delação premiada: contratou o advogado Adriano Bretas, conhecido no mercado por ter atuado na defesa de outros alvos da Lava Jato que decidiram, como Palocci, romper o silêncio. Lhano no trato, embora dono de temperamento mercurial quando seus interesses são contrariados, o ex-ministro resolveu abrir o baú de confidências e detalhar aos procuradores todo arsenal de informações acumulado por ele durante as últimas duas décadas, em que guardou os segredos mais recônditos do poder e nutriu uma simbiótica relação com banqueiros e empresários. “Fiz favor para muita gente. Não vou para a forca sozinho”, desabafou Palocci a interlocutores.
ISTOÉ conversou nos últimos dias com pelo menos três fontes que participaram das tratativas iniciais para a colaboração premiada e ouviram de Palocci o que ele está disposto a desnudar, caso o acordo seja sacramentado. Das conversas, foi possível extrair o roteiro de uma futura delação, qual seja:
> Palocci confirmará que, sim, é mesmo o “Italiano” das planilhas da Odebrecht e detalhará o destino de mais de R$ 300 milhões recebidos da empreiteira em forma de propina, dos quais R$ 128 milhões são atribuídos a ele.
> Contará como, quando e em quais circunstâncias movimentou os R$ 40 milhões de uma conta-propina destinada a atender as demandas de Lula. Atestará que, do total, R$ 13 milhões foram sacados em dinheiro vivo para o ex-presidente petista. Quem sacou o dinheiro e entregou para Lula foi um ex-assessor seu, o sociólogo Branislav Kontic. Palocci se compromete a detalhar como eram definidos os encontros de Kontic com Lula. Havia, por exemplo, uma senha, que apenas os três sabiam.
> Dirá que parte da propina que irrigou essa conta foi resultado de um acerto celebrado entre ele e Lula durante a criação da Sete Brasil, no ano de 2010. O ex-presidente teria ficado com 50% da propina. Um total de R$ 51 milhões.
> Está empenhado em revelar como foi o processo de obtenção dos R$ 50 milhões para a campanha de Dilma, num negócio fechado entre o PT e a Odebrecht, com a ajuda de Lula e do ex-ministro Guido Mantega. E mostrará como Dilma participou das negociatas e teve ciência do financiamento ilegal.
> Afirmará que a consultoria Projeto foi usada também para recebimento de propinas. Indicará favorecidos. Comprometeu-se ainda a entregar o número de contas no exterior que foram movimentadas por esse esquema.
> Pretende mostrar como empresas e instituições financeiras conseguiram uma série de benefícios dos governos petistas, como isenção ou redução de impostos, facilidades junto ao BNDES, renegociação de dívidas tributárias, etc.
Palocci sabe que uma chave está em suas mãos. Com ela, pode abrir as fechaduras da cela onde está detido, no frio bairro de Santa Cândida, na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Para ajudar a desvendar o megaesquema de corrupção na Petrobras, a memória do ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-chefe da Casa Civil de Dilma será colocada à prova. Ele tem informações que podem explicar como, a partir do início do governo do ex-presidente Lula, organizações criminosas foram montadas para sustentar politicamente o PT, o PMDB e o PP e mantê-los no poder. Tudo à base de propina, dizem os investigadores da Operação Lava Jato, que serviram também para enriquecimento pessoal.

Há interesse dos procuradores em saber em minúcias, se possível com documentos, dados sobre a gênese do que se convencionou chamar de Petrolão. Um investigador de Curitiba disse que Palocci terá de reunir dados novos e com “fundamentação” se quiser convencer a PF e a Procuradoria a endossar o acordo. Ele entende que o ex-ministro precisa apresentar provas ou, ao menos, indícios “consistentes” e tratar deles num depoimento “de peito aberto”. A julgar pelo cardápio apresentado até agora pelo ex-ministro, isso não será óbice. Segundo interlocutores que conversaram com Palocci nas últimas semanas, o ex-ministro não enxerga problema algum em assumir a clássica postura de delator. Sente-se amargurado. Abandonado por companheiros de outrora. Por isso está “bastante tranquilo” para assumir as consequências dos eventuais efeitos colaterais da colaboração premiada.
No início das negociações para a delação, o ex-ministro se propôs a fornecer informações detalhadas sobre os R$ 128 milhões da Odebrecht que teriam passado por ele. Embora tenha chamado a atenção, procuradores acharam pouco. Sustentaram que o que já foi reunido a esse respeito seria o suficiente para a elucidação dos fatos. E que as revelações não seriam tão bombásticas assim. Diante do impasse, foi deflagrada uma nova rodada de negociação, que culminou com a renúncia de José Roberto Batochio de sua equipe jurídica. Depois de procurar ao menos três escritórios de advocacia pouco antes da Páscoa, Palocci acertou com uma dupla de criminalistas já ambientada ao mundo daqueles que resolvem colaborar com a Justiça em troca de reduções das penas. Além de Bretas, foi contratado também o advogado Tracy Reinaldet dos Santos.
Após a primeira etapa de , portanto, estavam orçadas em US$ 4,8 bilhões (ou R$ 15,3 bilhões), embora a Sete Brasil estimasse um investimento de US$ 25 bilhões para construir 29 sondas até 2020. Na delação, Palocci pretende contar que o PT exigiu que a Sete Brasil e as empreiteiras do estaleiro Enseada Paraguaçu pagassem propinas de 1% do contrato de US$ 4,8 bilhões, ou seja, US$ 48 milhões (R$ 153 milhões). Desse total, dois terços, ou R$ 102 milhões, ficariam para o partido e um terço (R$ 51 milhões) para diretores da Petrobras. Sem medo de ser feliz, Palocci vai entregar que Lula exigiu metade das propinas. Não para o partido, nem para a companheirada, mas para ele, Lula.
“Sapo barbudo”
O depoimento de Rogério Araujo, ex-executivo da Odebrecht que acabou de celebrar um acordo com a Procuradoria-Geral da República, fornece o caminho das pedras sobre a tentativa do PT de embolsar ilegalmente R$ 153 milhões desviados da Sete Brasil. Araujo disse que o PT exigiu que 1% do contrato das sondas da Sete Brasil, assinado em 2012, fosse fixado como propina. O valor havia sido pedido pelo “sapo barbudo”, numa referência a Lula. “O Pedro Barusco (ex-gerente da Petrobras e dirigente da Sete Brasil), voltou para mim e falou: ‘Olha, esse 1%… vocês vão ser procurados por um interlocutor do PT, o sapo barbudo deu instrução. Ele me disse que 1% vai ser todo pago para o PT, porque não querem empresas estrangeiras pagando esses dois terços para o PT. Eles têm confiança na Odebrecht”, relatou Araújo na sua delação. A conversa de Araújo com Barusco aconteceu em 2012, depois da assinatura do contrato com o consórcio formado pela Odebrecht, OAS e UTC, além da japonesa Kawasaki. “A conversa foi no Rio. Normalmente eu almoçava com o Pedro Barusco. Só eu e ele”, asseverou Araújo, explicando que as seis sondas da Sete Brasil para a Petrobras custariam US$ 4,8 bilhões. Barusco disse, então, a Araújo que estava acertado que 1% das seis sondas era na proporção de um terço para a “casa” (dirigentes da Petrobras) e dois terços para o PT (R$ 102 milhões). Quem receberia essa propina seria o então tesoureiro João Vaccari, preso em Curitiba. É aí que Palocci entra em cena. O superior de Rogério Araújo, o executivo Marcio Farias disse que o ex-ministro Palocci havia lhe pedido uma reconsideração na propina da Sete Brasil. Ou seja, que os 100% de 1% fossem destinados para o PT, pois Lula entrou no negócio e estava pleiteando a metade do valor.
conversas com o novo time de defensores, ficou definido que Palocci vai começar a abrir sua caixa de Pandora pelo escândalo da Sete Brasil, uma empresa criada em 2010 para construir as sondas (navios de exploração de petróleo) para a Petrobras. Além do capital da estatal, a Sete tinha dinheiro de bancos, como o BTG e de três fundos de estatais (Petros, Previ e Funcef). As seis primeiras sondas da empresa foram construídas pelo estaleiro Enseada Paraguaçu (com capital da Odebrecht, OAS e UTC). Cada sonda ao custo de US$ 800 milhões. As seis

Como a operação precisava do aval do topo da hierarquia do esquema, Marcelo Odebrecht foi acionado. Ele, então, mandou chamar Palocci e disse que as comissões da Sete Brasil destinadas ao PT já estavam incluídas na conta corrente do partido no Setor de Operações Estruturadas, o “departamento de propina” da empresa, entre as quais a “Italiano” (Palocci), o “Pós-Itália” (Mantega) e o “Amigo” (Lula). Essa conta, que Palocci atestará que é mesmo dele, chegou a somar R$ 200 milhões em 2012. Se sua delação for aceita pelos procuradores, Palocci irá confirmar não só o encontro com Marcelo como os valores da propina repassada para Lula, dinheiro este derivado da Sete Brasil e que já estava contemplado na planilha da empreiteira – perfazendo um total de R$ 51 milhões.
Como na exuberante movimentação bancária do ex-ministro entre 2010 e 2015, boa parte dos recursos depositados era oriunda de sua empresa, a Projeto, as consultorias de Palocci merecerão um capítulo à parte em sua delação. Os serviços contratados iam além dos conselhos. Muitas vezes, os serviços de consultoria nem eram prestados. Traduziam-se em lobby. Em português claro: tráfico de influência em favor de grandes empresas junto aos governos petistas. Na condição de interlocutor preferencial da banca e da meca do PIB nacional, Palocci teria negociado ajuda a várias empresas e bancos. Por isso, segundo seus interlocutores, ele promete contar os bastidores das concessões de benesses a grupos econômicos.
Quem tem mais a perder, no entanto, é PT. E o próprio Lula. Não por acaso, o partido entrou em parafuso quando Palocci sinalizou que estava disposto a partir para a delação. Nos últimos dias, dirigentes do partido e emissários do ex-presidente foram escalados para ir a Curitiba, onde o ex-ministro está preso. Todos ainda acalentam o sonho de que Palocci volte atrás. A despeito de as ofertas serem muitas, e tentadoras, o ex-ministro já avisou: não pretende recuar. Prevendo um novo infortúnio, petistas que conviveram com Palocci no Congresso já têm até em mente uma daquelas narrativas espertas destinadas a desvincular Lula de todo e qualquer crime que tenha cometido com o testemunho e a cumplicidade metódica de Palocci. Eles mencionam um caráter supostamente “individualista” do ex-ministro, desde que debutou para a política em Ribeirão Preto. Claro, só os convertidos, e inocentes úteis, vão cair em mais essa catilinária.

Lula réu, Lula candidato


Os crimes de Lula serão ofuscados pela alegação de que há um “golpe” para impedir sua candidatura
ÉPOCA – Eugenio Bucci

Será que, para salvar a democracia brasileira, é preciso que Luiz Inácio Lula da Silva seja candidato à Presidência da República em 2018? Se a pergunta parece absurda a seus ouvidos, é melhor ir com calma. Para muita gente, e não estamos falando só daqueles que ainda levam a sério o Partido dos Trabalhadores, essa candidatura é de interesse público, mais do que de interesse partidário. Muitos acreditam que, se Lula não estiver na cédula no ano que vem, a representatividade das próximas eleições vai escorrer pelos bueiros e, depois disso, a nação cairá nos braços fumegantes do caos.
Embora os defensores da candidatura Lula se situem mais ou menos à esquerda, a tese tem chances reais de seduzir adeptos mais para o centro. Mesmo entre aqueles que criticam Lula – ou porque o consideram uma “decepção ética” ou porque veem nele um populista vulgar e irresponsável – há os que já se mostram sensíveis à ideia. Alguns desses já avisam que não votarão no ex-­presidente, mas alertam que os milhões de brasileiros que gostaram dos governos Lula entre 2003 e 2010, e agora, como mostram as pesquisas, querem que ele volte, vão se sentir excluídos do processo eleitoral caso ele não seja candidato. Na quinta-feira, dia 20, uma pesquisa do Ibope, feita antes da divulgação da delação da Odebrecht, mostrou que a rejeição ao nome de Lula vinha caindo. Por isso, a ausência do nome de Lula na cédula de 2018 retiraria legitimidade do pleito. Quem quer que viesse a ser o vencedor seria um vencedor enfraquecido desde o dia da vitória.
Concordemos ou não com a tese, recomenda-se não desprezá-la. A proposta vai dominar a agenda nacional nos próximos meses, com toques de tragédia tropical. O discurso do “golpe”, que arrastou corações apaixonados durante o processo que cassou o mandato deDilma Rousseff, vai voltar com força considerável. A Operação Lava Jato, na qual Luiz Inácio Lula da Silva é réu em condições cada vez mais funestas e mais vexatórias, será retratada com um prolongamento do “golpe” que cassou Dilma Rousseff em 2016. Dirão que o único propósito da Lava Jato não é investigar, julgar e punir corruptos e corruptores, mas construir um cenário jurídico que dê bases legais para cassar por antecipação a candidatura de Lula em 2018. A Lava Jato vai ser chamada de segundo capítulo do “golpe” de 2016. A primeira vítima foi Dilma, dirão de dedo em riste, e a segunda é a carreira política do padrinho que a elegeu. Com base nisso, os defensores da candidatura advertirão: sem Lula na disputa, a democracia brasileira sairá debilitada, desacreditada e até inviabilizada, pois perderá seu lastro de confiança.
Por trás da retórica um tanto heroica, a engrenagem eleitoral será impulsionada pelo motor pragmático do Direito Penal. A estratégia da defesa jurídica do réu Luiz Inácio Lula da Silva, implicado de corpo inteiro na Lava Jato, alimentará o ânimo do palanque eleitoral do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Quanto mais a tese da candidatura progredir, melhor para a defesa do réu. Lula passará a ser tratado como um preso político ou como um quase preso político. Os crimes de que ele é acusado perderão visibilidade, serão ofuscados pela alegação de que há um “golpe preventivo” em marcha para impedi-lo de se candidatar. Nesse discurso, todas as delações, todas as provas, todas as páginas do processo serão reduzidas a um reles pretexto de um golpe contra os eleitores de Lula. Quanto mais gente acreditar que a candidatura Lula terá o condão de funcionar como um atestado de legitimidade das eleições de 2018, maior será o custo político que o juiz Sergio Moro terá de pagar se decidir mesmo condená-lo à prisão. Quanto mais candidato for, menos réu Lula terá de ser.
Aí você pergunta: por que o candidato em 2018 precisa ser ele, Lula? Por que tanto personalismo? Por que não alguém mais jovem, sem as manchas deixadas pelas delações premiadas dos donos e dos executivos dessas empreiteiras que compraram quase todo mundo de 30 anos para cá? Por que Lula não dá seu apoio a um nome mais limpo? Isso não seria suficiente para que os eleitores que gostam dele se sintam representados? Por que o PT não aproveita o momento para renovar suas lideranças, como o PSDB parece que vai fazer?
A resposta a essas perguntas talvez nos constranja, porque talvez sugira que o colossal empenho coletivo para que Lula entre na cédula está a serviço de uma estratégia advocatícia para evitar que Lula entre na cela. Vista por esse ângulo, a candidatura de Lula em 2018 não seria um projeto político, mas um atalho concebido no tabuleiro dos tribunais. A hipótese pode soar antipática, mas não a descartemos de cara. Onde está a verdade nesse jogo? Os próximos meses dirão.

Lula e Palocci: pode prejudicar muita gente, menos eu


Ex-ministro disse ao juiz Sergio Moro que estava disposto a contar tudo; Lula afirmou ter certeza de que ele não fechará delação
VEJA Online

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta sexta-feira sobre a possibilidade do ex-ministro Antonio Palocci fechar delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Mantendo a praxe de se dizer o homem mais honesto do país, Lula disse que Palocci pode “prejudicar muita gente, menos ele”. Mesmo assim, afirmou “ter certeza” de que o ex-homem forte do seu governo não fará acordo com os investigadores, apesar de ele ter dito ao juiz Sergio Moro que está “disposto a contar tudo” e a abrir um caminho que “pode render mais um ano de Lava Jato”.
“Se tem alguém que sabe tudo sobre mim, esse é o nosso homem lá de cima. Eu não tenho preocupação com nenhuma delação.[O Palocci] foi meu companheiro por 30 anos, é uma das figuras mais inteligentes desse país. Ele já é maior de idade. Eu tenho certeza absoluta de que não vai fazer delação. Ele pode contar tudo o que sabe, mas tenho certeza que pode prejudicar muita gente, menos eu”, disse Lula, em entrevista à Radio Guaíba, do Rio Grande do Sul.
Lula também aproveitou a entrevista para declarar abertamente que será candidato à Presidência em 2018, pedir votos à população e dizer que não há plano B no PT. Nas últimas semanas, diante das acusações do empreiteiro Léo Pinheiro e de delatores da Odebrecht, o partido passou a fazer análises internas sem o seu líder máximo na disputa do próximo ano. 
“Antes eu tinha dúvida, mas hoje eu tenho certeza: quero ser presidente outra vez. Vou pedir ao povo brasileiro a licença para votar em mim. Para mim, não tem plano B”, disse Lula, completando que está tranquilo de que não será impedido de concorrer. O ex-presidente é réu em cinco ações penais. Se ele for condenado em segunda instância até o ano que vem, ele fica enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
O ex-presidente também declarou apoio à greve geral, que acontece desde a manhã desta sexta-feira contra as reformas previdenciária e trabalhista, dizendo que ela é um “sucesso” e que pode levar os deputados a mudarem de opinião. Com ligação histórica com as centrais sindicais e movimentos de esquerda que convocaram a mobilização de hoje, Lula se empenhou em mostrar que é o homem”capaz de resolver a crise do país”. “Se tem uma coisa que eu entendo bem, é da alma do povo brasileiro”.

Temer defenderá reformas em pronunciamento


1º de Maio
Temer defenderá reformas em fala de 1º de maio nas redes sociais

Blog do Camarotti
O presidente Michel Temer gravou um pronunciamento para o 1º de maio em que fez uma defesa das reformas trabalhista e da Previdência. Na fala que será divulgada nas redes sociais, Temer afirma que a reforma trabalhista ajuda a gerar emprego, modernizar a economia e colocar o Brasil nos trilhos. 
Temer também ressalta que o governo não este intimidado por ter recebido um país com quase 13 milhões de desempregados. E que a reforma trabalhista modernizou uma legislação para se adequar as condições atuais. No pronunciamento, Temer argumentará que as mudanças são necessárias para ajudar na recuperação dos postos de trabalho.

PT em pânico: Renato Duque vai abrir “a porta do inferno”


O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque protocolou nesta quinta (27) um pedido ao juiz Sergio Moro para ser interrogado novamente no processo em que é acusado de receber propina quando estava na estatal.
No documento ele manifesta a vontade de colaborar com as investigações. Nas palavras de pessoa próxima ao ex-diretor, ele vai “abrir a caixa de ferramentas” e, com elas, “a porta do inferno”, contando “tudo o que sabe” do esquema de corrupção na Petrobras.

Moro confisca bens de Lula



O juiz Sergio Moro, que conduz a Lava Jato, confiscou 21 bens que o ex-presidente Lula recebeu de outros chefes de Estado e determinou que fossem devolvidos à União, alegando que servidores públicos não podem receber bens de alto valor.

Entre os bens, semelhantes aos que estão expostos no Instituto FHC, constam itens como moedas, espadas e outros presentes que, geralmente, são trocados por chefes de estado.
Para a defesa, foi mais uma prova da perseguição judicial a que Lula vem sendo submetido por Moro; "O fato de o juiz Sérgio Moro autorizar que seja retirado de Lula parte do seu acervo presidencial é mais uma prova de sua parcialidade e perseguição contra o ex-Presidente", diz o advogado Cristiano Zanin Martins.
Abaixo, a nota do advogado de Lula:
“O fato de o juiz Sérgio Moro autorizar que seja retirado de Lula parte do seu acervo presidencial é mais uma prova de sua parcialidade e perseguição contra o ex-Presidente.
O acervo privado de Lula, composto de documentos e presentes recebidos pelo ex-Presidente durante os seus dois mandatos, é resultado de um processo administrativo que tramitou em Brasília, perante a Presidência da República, e seguiu os critérios da Lei nº 8.394/1991, exatamente como ocorreu em relação a todos os ex-Presidentes da República desde a edição desse ato normativo.
Nenhum ato relacionado ao acervo foi praticado em Curitiba, com confirmou em juízo a testemunha Claudio Soares Rocha, que organizou todo o processo. Além da questão da competência territorial, o tema é absolutamente estranho a uma Vara Criminal. Mais uma vez está-se diante de uma decisão absolutamente ilegítima, que integra o ‘lawfare’ contra Lula.”
Cristiano Zanin Martins

Insatisfeito, Cunha volta a ameaçar delatar Temer



Insatisfeito com sua transferência para o CMP (Complexo Médico Penal) de Pinhais, na região de Curitiba, e as condições mais duras do presídio, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha voltou a demonstrar que está perdendo a paciência com seus antigos aliados. Aos carcereiros, como quem não quer nada, ele vêm contando uma anedota:

"Era uma vez cinco irmãos. Um virou presidente, três viraram ministros e um foi preso".
Na fala de Cunha, Michel Temer, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e o senador Romero Jucá (ex-ministro do Planejamento), todos do PMDB, figuram como personagens de uma historinha infantil em que o próprio Cunha aparece como o único injustiçado. O relato logo se espalhou como ameaça de delação
Como quem não quer nada,  Cunha (PMDB-RJ), narra a anedota a agentes penitenciários do Complexo Médico Penal (CMP) de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O breve relato logo se espalha como ameaça de delação premiada, mais uma entre muitas já feitas por Cunha.
As informações são de reportagem do Valor.

Temer lista 25 infiéis para demitir seus indicados



Folha de S.Paulo – Bruno Boghossian e Paulo Gama
O presidente Michel Temer listou cerca de 25 parlamentares que terão seus aliados demitidos de cargos públicos por terem votado contra o governo na proposta de mudança da legislação trabalhista e também por não apoiarem a reforma da Previdência.
A estratégia do Palácio  é tirar os cargos dos parlamentares considerados infiéis e transferir as nomeações para outros, em troca dos votos desses deputados na reforma da Previdência.
O governo considera ter sido traído por cerca de 70 deputados. Espera que as demissões ajudem a reverter a posição do resto do grupo.
Os alvos são deputados que compõem a base de Temer, mas são considerados "irrecuperáveis" —ou seja, traíram o governo e não podem ser convencidos a apoiar a reforma da Previdência.
Há nomes de dez partidos, como o PMDB (sigla do presidente), o PP (do líder do governo) e o PSB —este declarou posição contrária às reformas e deve ser o mais atingido.
Segundo a Folha apurou com dois integrantes da equipe de articulação política, entraram na lista Gonzaga Patriota (PSB-PE), Cícero Almeida (PMDB-AL), Luciano Ducci (PSB-PR), Marcelo Álvaro (PR-MG), Jony Marcos (PRB-SE) e Antonio Jácome (PTN-RN).
Por compor a base aliada de Temer, esses deputados ganham no governo o direito de escolher quem ocupará cargos da administração federal em seus Estados de origem. Serão alvos de retaliação, por exemplo, uma gerência do INSS, ocupada por indicação de Patriota, e uma posto em Itaipu, ocupado por um aliado de Ducci.
Há a expectativa de que o DEM seja poupado, porque entregou os votos de 100% de seus deputados a favor da reforma trabalhista.
Algumas portarias internas com as demissões já foram editadas. A maior parte delas deve acontecer no início da próxima semana, como um recado de que traições em plenário não serão toleradas.
Segundo auxiliares de Temer, nem todas as demissões serão definitivas. Algumas podem ser revertidas se os padrinhos das nomeações decidirem votar com o governo na reforma da Previdência.