Chico Ferreira

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terça-feira, 27 de junho de 2017

Maia em agosto ou setembro



O Antagonista
É neste cenário que se vislumbra, no Congresso, a possibilidade de uma troca negociada de guarda no Palácio do Planalto. Aí por volta de agosto ou setembro. Entre os deputados ganha musculatura a candidatura não-declarada de Rodrigo Maia
Sem se mexer, o deputado ganha a cada dia mais força entre os colegas por atitudes como a lealdade que tem demonstrado a Michel Temer. Até agora, por exemplo, segurou todos os pedidos de impeachment do presidente e diz publicamente que seu projeto é o governo do Rio de Janeiro.
Dos nomes citados, é o único que pode dar sequência às reformas, manter a atual equipe econômica e protagonizar uma sucessão não traumática, nos termos ditados pela Constituição.

Temer quer montar “operação contra Janot”


Blog da Andréia Sadi
O presidente Michel Temer convocou, na noite de ontem, ao Palácio do Planalto, o marqueteiro Elsinho Mouco para discutir estratégias de enfrentamento a Rodrigo Janot, após a apresentação da denúncia do procurador-geral da República contra o chefe do Executivo federal.
Procurado, o marqueteiro confirmou o encontro e disse que a linha do discurso do Planalto será a de "cobrar provas" de Janot. Além disso, o presidente questionará detalhes da denúncia. Mouco chamou a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) de "peça de ficção".
"Vamos para o enfrentamento. O presidente avalia se vai falar em entrevista, como será. Mas o tom está definido: vamos perguntar sobre as provas, vamos questionar Janot", disse Mouco hoje.
Aliados defendem nos bastidores que Temer antecipe a escolha do sucessor de Rodrigo Janot na Procuradoria Geral da República. Acreditam que a operação pode "esvaziar" a atuação de Janot.
Amanhã, os procuradores da República vão eleger os três candidatos mais votados para a sucessão na chefia do Ministério Público.
A lista será encaminhada à Presidência. Temer avalia ignorar a tradição (não é obrigatório) de indicar o primeiro colocado da lista, como foi feito nos governos passados.
Reunião de emergência
Também passaram pelo Planalto nesta segunda-feira os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral), Eliseu Padilha (Casa Civil), Torquato Jardim (Justiça) e Grace Mendonça (AGU).
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegou a Brasília no início da noite e foi jantar com deputados na residência oficial da Câmara. Passaram por lá o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB), e os líderes do governo no Congresso.
Desta vez, Maia não passou no Planalto, como ocorreu em 17 de maio, dia em que veio à tona o conteúdo da delação da JBS.
Na ocasião, Maia encerrou a sessão na Câmara e foi ao encontro de Temer. O deputado do DEM é peça-chave na estratégia do presidente da República para derrubar a denúncia na Câmara porque comanda o cronograma e o ritmo dos trabalhos na Casa.

Juazeiro: Professora Lourdes Duarte completa 100 anos e Câmara homenageia



A Câmara de Vereadores de Juazeiro está liderando as homenagens ao centenário da Professora Maria de Lourdes Duarte, completados nesta segunda feira (26).
Placa alusiva à data foi afixada na sua residência na tarde de hoje e uma sessão especial será realizada amanhã, a partir das 19:00 horas no Plenário da Casa Aprigio Duarte.
Para o Presidente Alex Tanuri, acompanhado de 15 vereadores, que esteve na residência da Professora Maria de Lourdes Duarte para o descerramento da placa alusiva ao centenário “A Câmara de Juazeiro entende que a educação é o único pilar que dá sustentação a uma sociedade mais justa, que oferece perspectiva de futuro aos jovens e dá esperança a todos nós que o Brasil será uma grande Nação. Homenagear a Professora Lourdes Duarte, símbolo vivo da educação em Juazeiro, é nosso dever”.
Emocionada Professora Lourdes, mantém o otimismo e o entusiasmo: “Juazeiro merece tudo que fiz e poderei fazer”.

JUAZEIRO: VEREADOR ALLAN JONES USA A TRIBUNA DA CÂMARA E CONDENA A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

O  vereador  Allan  Jones  usou  a  tribuna  da  câmara nessa  segunda-feira(26) e  condenou  todo  tipo  de  violência  contra  a  mulher. Todas  as  mulheres  então  de  parabéns  em  levantarem  a  bandeira  contra  todo  tipo  de  violência  contra  a  rainha  do  lar. Todos  nós,  vereadores,  autoridades  e  a  sociedade  em  geral,  devemos  estar  unidos  no  combate  a  esse  tipo  de  crime.  Todas  as  mulheres  devem  ser  respeitadas,  disse  o  vereador.

VEREADOR ANIBAL DISSE QUE PROJETO SOBRE A TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO PRECISA DE MELHOR AVALIAÇÃO

O  vereador  Anibal usou  a  tribuna  da  câmara  nesta  segunda-feira (26),  e  disse  que  o  projeto  de  transposição  do  Rio  São  Francisco  precisa  de  uma  melhor  avaliação.  Na  opinião  do  parlamentar,  Rio  estar  morrendo  aos  poucos,  principalmente  na  região  do  São  Francisco. O  preço  da  água  estar  ficando muito  caro  e  não  temos  condições  de  arcar  com  a  despesa. O  vereador  questionou  também  a  respeito  do  dia  internacional  de  combate  as  drogas.  A  polícia  militar  e  polícia  civil,  vem  realizando  um  bom  serviço  no  combater  a  esse  tipo  de  crime. 

FHC enviou carta a Temer pedindo novas eleições





Do Blog da Andréia Sadi

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso enviou uma carta há cerca de 15 dias a Michel Temer "alertando" o presidente sobre a situação grave do cenário político e sugeriu que antecipasse as eleições. Temer ignorou a carta e não enviou resposta ao ex-presidente.
Conforme o Artigo 81 da Constituição, como faltam menos de dois anos para o fim do mandato (que se encerra em dezembro de 2018), se Temer sofrer impeachment ou renunciar, serão convocadas eleições indiretas após 30 dias da vacância no cargo. Até lá, assume interinamente o presidente da Câmara, posto atualmente ocupado por Rodrigo Maia (DEM-RJ).
A carta de FHC foi encaminhada a Temer antes da reunião do PSDB que definiu a permanência do partido na base do governo.
Segundo o Blog apurou, FHC disse a Temer, em tom de desabafo, que a situação política estava piorando e que, para reconquistar a confiança do país, o presidente deveria avançar na direção de convocar eleições diretas.
Desta forma, avaliou FHC, Temer reassumiria a liderança do país e teria de seis a nove meses para reorganizar o Brasil até as eleições, com a aprovação das reformas política e da Previdência.
No entanto, para FHC, o silêncio de Temer significa que o presidente está disposto a resistir a qualquer custo.

Temer acusará Janot de condená-lo sem provas


O Presidente Michel Temer acusará Janot  de tentar condená-lo sem provas

Folha de S. Paulo 
Gustavo Uribe, Marina Dias e Bruno Bughossian

Na tentativa de barrar a denúncia contra ele, o presidente Michel Temer partirá para o enfrentamento direto com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusando-o de tentar condená-lo sem provas.
Em reunião na noite de segunda-feira (26), no Palácio do Planalto, o peemedebista traçou com ministros e parlamentares estratégia de reação tanto política como jurídica contra a denúncia que pode afastá-lo do cargo.
O discurso que foi estruturado e será reproduzido em defesa do presidente é de que o procurador-geral atua contra a classe política em geral e que faz conclusões que não se sustentam pelos fatos.
O principal ponto da denúncia que será contestado é a associação direta do peemedebista com a mala de R$ 500 mil recebida da JBS pelo ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures, um dos maiores aliados do presidente.
O argumento central é que o dinheiro ficou com o ex-auxiliar presidencial e que, portanto, não é possível provar que o presidente seria o beneficiário do montante.
Com o desmembramento da denúncia e apresentação a conta gotas, o Palácio do Planalto acusará o procurador-geral de atuar de maneira parcial, com o único objetivo de desgastar a imagem do presidente e prolongar a crise política, afetando a recuperação econômica do país.
Nas palavras de um assessor presidencial, o discurso será de que, por motivações pessoais, o procurador-geral prejudica o país e atua em uma cruzada política contra o peemedebista.
A conclusão em reunião no gabinete presidencial foi de que, apesar de o conteúdo da denúncia ter sido dentro do esperado, ela deprecia a imagem do presidente. Para o Palácio do Planalto, agora, é preciso avaliar o impacto dela junto à opinião pública e como ela será assimilada pela população em geral.
Para evitar que haja contaminação política com o tema, o presidente ordenou que a resposta para a denúncia seja feita exclusivamente pela sua equipe de advogados. Ele acredita que, caso consiga barrar as denúncias no Congresso Nacional, terá condições de sobreviver à atual crise política.
O tom beligerante contra a PGR (Procuradoria-geral da República) já foi adotado pelo presidente na manhã desta segunda-feira (26). Em discurso, ele disse que nada o destruirá e ressaltou que "não há plano B" no país.
"Ninguém duvide, nossa agenda de modernização do Brasil é a mais ambiciosa de muito tempo. Tem sido implementada com disciplina e com sentido de missão. Não há plano B. Há de seguir adiante. Nada nos destruirá. Nem a mim, nem aos nossos ministros", disse.
A ideia do presidente é tentar barrar já na primeira quinzena de julho a denúncia contra ele. Além de abreviar prazos na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o Palácio do Planalto pretende garantir a nomeação de um relator próximo à gestão peemedebista e um placar folgado já na comissão parlamentar pela recusa da denúncia.
Além disso, a gestão peemedebista defende substituições entre titulares e suplentes na CCJ para garantir a presença de parlamentares combativos que defendam insistentemente o presidente em discursos e discussões.
*
A ACUSAÇÃO DE JANOT
O que diz o procurador-geral em 60 páginas de denúncia contra Temer
O que diz Janot:
- Temer foi o destinatário real da propina de R$ 500 mil paga em uma mala pela JBS ao ex-assessor Rodrigo Rocha Loures
- O presidente também aceitou uma promessa de R$ 38 milhões de vantagem indevida a ser pago em parcelas semanais
- Em troca, Rocha Loures ajudaria a solucionar uma demanda de interesse da empresa no Cade
- PGR diz haver "provas abundantes": entre elas, a delação de sete executivos da JBS, o áudio gravado por Joesley no Palácio do Jaburu, a indicação de Loures para resolver qualquer pendência e a filmagem de Loures correndo com a mala de R$ 500 mil
- Procurador utiliza perícia da PF que atesta que não houve nenhuma edição nos áudios
- Temer se contradisse em duas ocasiões: ao explicar o motivo pelo qual recebeu Joesley e a razão para ter viajado em 2011 no jatinho do empresário
O que a PGR pede:
- Condenação por corrupção passiva
- Perda da função pública ou mandato eletivo
- Indenização aos cofres públicos de ao menos R$ 10 milhões por Temer e R$ 2 milhões por Loures

Grupo do PSDB pede apoio de Alckmin a Temer



Folha de S. Paulo - Por Painel

Amado mestre Um grupo de deputados do PSDB desembarcou nesta segunda (26), em São Paulo, para falar com o governador Geraldo Alckmin. Eles pediram ao presidenciável atitude mais incisiva sobre a manutenção do apoio a Temer.
 Bom para quem? Dirigentes do PSDB chamaram de “constrangedor” o artigo publicado por Fernando Henrique Cardoso na Folha. Dizem que só dois nomes seriam beneficiados por eleição antecipada: Lula e Jair Bolsonaro.
 Fui! Pessoas próximas dizem que, ao pedir um gesto de “grandeza” de Temer, FHC quis deixar claro que o peemedebista não deve mais contar com ele. A ala que quer o desembarque comemorou.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Rastreamento de Câncer de Mama fica em Sobradinho até dia 05 de julho




Com o compromisso de ampliar e descentralizar o acesso aos serviços de saúde em toda a Bahia, o programa itinerante "Saúde sem Fronteiras" Rastreamento do Câncer de Mama iniciou hoje(26) em Sobradinho o atendimento as mulheres. O serviço acontecerá até 
o dia 05 de agosto. 
A unidade móvel, equipada com mamógrafos, está ao lado do Colégio Municipal 24 de Fevereiro, disponibilizando mamografias para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos da sede e do interior. 
Estão sendo ofertadas, diariamente, cerca de 140 mamografias. 
O secretário de saúde do município, Jailson Silva, ressaltou a importância de se fazer o diagnóstico precoce "Quando o exame mostra algum indicativo de câncer, a paciente é encaminhada para o tratamento adequado. O rastreamento faz parte de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e o Governo do Estado da Bahia, que desenvolve o programa "Saúde Sem Fronteiras" e em outras ações, oferece os serviços de odontologia e oftalmologia", explicou Jailson.
Para a dona de casa Maria Vitória, 54 anos, o acesso ao rastreamento no município é uma iniciativa importante “é um programa muito importante, pois normalmente nós não temos acesso a esses exames mais caros. Eu mesma nunca fiz um exame desses. E hoje estou aqui para saber se está tudo bem comigo," revelou.
Outra mulher que também já garantiu o exame foi Maria Inês da Silva, 62 anos. Ela tem tem histórico de câncer de mama na família e faz a mamografia anualmente "essa é uma boa oportunidade, pois é sempre uma dificuldade para conseguir esse tipo de exame. Desde cedo estou aqui para fazer esse exame e cuidar de minha saúde," disse  Maria Inês.
“Para as mulheres com diagnóstico positivo, o tratamento cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico será realizado em unidades de alta complexidade em oncologia. As pacientes serão encaminhadas para o Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Este programa é uma ferramenta de acesso da mulher às ações de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama,”concluiu o Secretário de Saúde.


Ascom PMS

Lula citado 68 vezes na sentença que condenou Palocci



Veja Online
Mesmo não sendo réu na ação penal que condenou Antonio Palocci a doze anos, dois meses e vinte dias de reclusão, o nome do ex-presidente Lula é citado 68 vezes na sentença do ex-ministro, seja em trechos destacados pelo juiz Sergio Moro ou nas transcrições dos depoimentos que foram usados como provas para estipular as penas de cada réu. O ex-presidente da República deverá conhecer nos próximos dias sua primeira sentença na Lava Jato, no caso da compra do tríplex no Guarujá.
Em um dos trechos da sentença, o juiz Moro, ao analisar o conteúdo de e-mails, cuida de identificar o personagem “italiano”, que tinha influência junto ao presidente Lula. “Percebe-se ainda que ‘Italiano’ é a pessoa com acesso ao então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que é também o caso de Antônio Palocci Filho”, escreve o juiz. “Chama ainda a atenção a referência de que, apesar do veto, seriam cogitadas alternativas junto ao então Presidente, “tributárias e ou com a Petrobrás”, para compensar o Grupo Odebrecht, prova da intenção de solicitação de contrapartida ilegal em favor dele por parte do Governo Federal”, diz o texto.
O juiz Moro faz nova referência a Lula ao transcrever depoimento do executivo Pedro Novis, da Odebrecht. “(Novis) admitiu que tratou com Antônio Palocci Filho de doações de recursos não contabilizados para as campanhas eleitorais do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e 2006”. Ainda citando Novis, o juiz destaca trecho do depoimento no qual o executivo identifica outro personagem ligado a Lula: “Em indagação da Defesa de Antônio Palocci Filho acerca da mensagem eletrônica do item 317, na qual figura como destinatário, (Novis) esclareceu que ‘Seminarista’ era o codinome de Gilberto Carvalho, então chefe de gabinete do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que ‘Ital’ era Antônio Palocci Filho”.
Em seguida, a sentença faz menção ao codinome do presidente Lula nas planilhas de distribuição de propina da Odebrecht: “A planilha retrataria uma conta-corrente informal entre o Grupo Odebrecht e agentes do Partido dos Trabalhadores, especificamente ‘Italiano‘ que seria Antônio Palocci Filho, ‘Pós Itália’ que seria Guido Mantega e ‘Amigo‘ que seria o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.
O juiz Moro também transcreve trechos do depoimento de Marcelo Odebrecht, nos quais o executivo confirma ser Lula o “Amigo” citado nas planilhas: “Marcelo Bahia Odebrecht admitiu que a planilha ‘Posição Programa Especial Italiano foi elaborada ao seu pedido e que retratava ‘o programa que eu tinha com o Palocci’. Todos os pagamentos ali retratados, salvo os lançados a título de ‘Pós-Itália’ teriam sido solicitados ou autorizados por Antônio Palocci Filho. ‘Pós Itália’ seria uma referência a Guido Mantega e ‘Amigo’ ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, escreveu Moro.
Na sentença, o juiz destrincha os valores disponibilizados na conta-corrente geral mantida entre o Grupo Odebrecht e agentes políticos do Partido dos Trabalhadores, com base nos depoimentos dos executivos da construtora. O juiz cita vários valores, como o dinheiro aplicado em eleições no Brasil e no exterior e 12 milhões de reais destinados à aquisição de um prédio para o Instituto Lula, edifício que depois foi recusado pelo ex-presidente.
Lula também aparece no capítulo da sentença destinado a explicar a atuação da marqueteira Mônica Moura, esposa de João Santana. Confrontada com a planilha Italiano, da Odebrecht, diz a sentença, Mônica “confirmou o recebimento de dezoito milhões de reais em 2008 do Grupo Odebrecht, de cinco milhões e trezentos mil reais em 2008 para campanha em El Salvador, com os valores pagos pelo Grupo Odebrecht por solicitação do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, e, mais relevante para o presente feito, que receberam em 2011 pagamentos no exterior pelo Grupo Odebrecht para quitar dívida relativa à campanha presidencial de 2010”.
O nome do ex-presidente é mencionado ainda no trecho da sentença dedicado ao ex-diretor da Petrobras Renato Duque. Primeiro, a informação de que o então tesoureiro João Vaccari Neto começou a atividade de arrecadação de dinheiro para o PT em 2007, por indicação do então presidente Lula. O juiz lembra ainda que Duque disse que os valores destinados ao PT iriam para José Dirceu e para o ex-presidente Lula, sendo uma parcela administrada por Palocci. Na sentença, o juiz destaca três encontros que Duque diz ter tido com o ex-presidente Lula após sua saída da Petrobras, em 2012, encontros esses que Lula nega.

Gleisi Hoffmann diz que eleição sem Lula será fraude



Radar Online

Presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann divulgou um vídeo nas redes sociais em que defende a absolvição do ex-presidente Lula.
“Nós não vamos aceitar qualquer outro resultado que não a absolvição do presidente Lula nesse processo que está nas mãos do juiz Sergio Moro e que se refere ao tríplex”, diz Gleisi.
“Não há prova nenhuma contra o presidente Lula”, afirma.
Em seguida, Gleisi diz que membros do partido se reuniram na sede nacional do diretório para divulgar a nota.
“Não vamos aceitar a condenação ao presidente Lula porque entendemos que essa condenação tem como único objetivo impedir o presidente Lula de disputar as eleições”, disse.
“Sem Lula, as eleições presidenciais não terão legitimidade e não passarão de fraude”, afirma.

PF conclui que Temer atuou para obstruir investigações


Folha de São Paulo
Relatório final da Polícia Federal, entregue ao STF (Supremo Tribunal Federal), afirma que o presidente Michel Temer atuou para embaraçar investigações. O documento diz ainda que Temer deixou de comunicar as autoridades sobre suposta corrupção de membros do Judiciário e do Ministério Público.
Os delegados entenderam que o presidente incentivou a continuação de pagamentos para Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, no sentido de que ele ficasse em silêncio.
O relatório da PF sobre as relações de Temer com a JBS foi enviado ao tribunal na tarde de hoje.
A polícia também concluiu que houve crime cometido pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, por ele ter manifestado interesse em manter pagamentos a Lucio Funaro, apontado como operador de Cunha.
Sobre Temer, a PF afirma que Temer atuou "por embaraçar investigação de infração penal praticada por organização criminosa, na medida em que incentivou a manutenção de pagamentos ilegítimos a Eduardo Cunha, pelo empresário Joesley Batista, ao tempo que deixou de comunicar autoridades competentes de suposta corrupção da Magistratura Federal e do Ministério Público que lhe fora narrado pelo mesmo empresário".
No pedido de abertura de inquérito feito ao Supremo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que Temer deu anuência para a compra de silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha e seu operador Lucio Funaro, ambos presos.
Entre outros elementos, Janot se baseou em parte de um diálogo do presidente com o empresário Joesley Batista no Palácio do Jaburu para sustentar que houve obstrução de Justiça.
O procurador-geral afirmou que, na conversa, Temer ouviu de Joesley que o ex-presidente da Câmara estava sendo pago para não falar nada e sobre o assunto respondeu: "tem que manter isso, viu?", o que seria um aval.
A conversa divulgada à imprensa, porém, continha trechos inaudíveis. Após a fala de Temer, Batista afirmou: "Todo mês", o que indica, segundo o empresário afirmou em seu acordo de delação premiada fechada com a PGR, acertos em dinheiro.

O BRASIL FRACASSOU

Estamos vivendo um momento,
De muita frustrações,
De ser um país de muitas riquezas,
E de estar em péssimas situação,
De muitos políticos roubando,
Deixando o país em situação difícil.

Temos que ter muita fé no Brasil,
E não deixar cair na mão,
De muitos políticos corruptos,
Que só pensam  nos seus bolsão,
Trabalharmos dia e mais noites,
Pra  não vermos tanta destruição.

Estamos vendo um país destruído,
Nas mãos de muitos políticos ladrões,
Que roubam diariamente sem compaixão,
Tirando o pão da boca dos cidadãos,
Que trabalham o ano todo com fome,
Pra enricar esses canalhas ladrões.

O povão tem que ir pra as ruas gritando,
Bem alto ao clamor de nossa nação,
Pra não deixar ela nas mãos deste,
Facínoras que enganam todo um povo,
Com seus comícios enganadores,
De uma corja de muitos e muitos ladrões. ZEC VICENITI

Para 81% dos brasileiros, Joesley e Wesley Batista deveriam ter sido presos, diz Datafolha


Para 81% dos brasileiros, Joesley e Wesley Batista deveriam ter sido presos, diz Datafolha
Foto: Reprodução / iG
Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste domingo (25) aponta que 81% dos brasileiros acreditam que os irmãos Joesley e Wesley Batista deveriam ter sido presos por conta dos crimes que confessaram. Os dois executivos do frigorífico JBS fecharam um acordo de delação premiada junto ao Ministério Público Federal (MPF) no qual se comprometeram a entregar provas de crimes envolvendo políticos - incluindo o presidente Michel Temer - em troca de não serem denunciados criminalmente. Joesley chegou a gravar uma conversa com Temer na qual o presidente estaria dando o aval para comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O levantamento do Datafolha foi realizado entre os dias 21 e 23 de junho, com 2.771 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa aponta ainda que 83% da população acredita que Temer teve participação direta nos escândalos de corrupção revelados pela delação dos executivos do frigorífico JBS.

Em denúncia, Janot vai apontar que 'não há dúvida' de que Temer cometeu crime


Em denúncia, Janot vai apontar que 'não há dúvida' de que Temer cometeu crime
Foto: Beto Barata / PR / Fotos Públicas
Na denúncia que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve oferecer contra o presidente Michel Temer (PMDB) nesta segunda-feira (26), o procurador-geral Rodrigo Janot disse que não há "dúvida da autoria de Temer no crime de corrupção". Segundo informações de O Globo, o titular da PGR declarou também que a permanência do peemedebista na Presidência da República favorece a continuidade do cometimento de crimes. No texto de 93 páginas, Janot ainda defende a manutenção da prisão de Rocha Loures, ex-deputado federal e ex-assessor de Temer. Para o procurador-geral, é óbvia a atuação conjunta do presidente e do "homem da mala", como Loures ficou conhecido, nos crimes apontados na delação da JBS. "Não é lógico nem razoável inferir que o elevado potencial de reiteração delitiva do agravante [Rocha Loures] estaria neutralizado pelo fato de não mais dispor de seu mandato parlamentar. Michel Temer permanece em pleno exercício de seu mandato como Presidente da República", declarou Janot no documento. No âmbito da Operação Patmos, Temer foi gravado por Joesley Batista, presidente da JBS. No encontro ocorrido fora da agenda, o presidente afirma que o empresário deve manter sua anunciada boa relação com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – ex-presidente da Câmara Federal, já preso na Lava Jato. No áudio, é possível ouvir que Temer aprova quando Joesley afirma estar "segurando" dois juízes e indica Rocha Loures para resolver os assuntos do grupo empresarial no governo. Depois disso, o então deputado federal é flagrado ao receber uma mala com R$ 500 mil da JBS. "Não se sustenta, portanto, a versão dada por Michel Temer em seus pronunciamentos públicos segundo a qual indicou Rodrigo Loures para 'se livrar' de Joesley, uma vez que as provas demonstram que na verdade a conversa no Palácio do Jaburu foi apenas o ponto de partida para as solicitações e recebimentos de vantagens indevidas que viriam em sequência", apontou Janot, acrescentando ainda que o presidente assumiu ter indicado Loures para tratar das irregularidades admitidas pelo dono da JBS. Na denúncia, Janot ainda detalha a longa relação de confiança entre o ex-deputado e Temer ao longo dos seus mandatos de vice e agora de presidente da República.

Aécio: foto que era fraude e virou prova



O Globo – Elio Gaspari

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reforçou o pedido de prisão preventiva do senador Aécio Neves anexando aos autos uma postagem do doutor no Facebook, mostrando uma cena de sua sala de estar na qual recebia quatro grão-tucanos (Antonio Anastasia, Cássio Cunha Lima, José Serra e Tasso Jereissati.) A foto, tirada 12 dias depois do Supremo Tribunal Federal ter determinado seu afastamento, tinha a seguinte legenda: “Na pauta, votações no Congresso e a agenda política.”
Para Janot, essa é uma prova de que, mesmo afastado, Aécio continuou operando no Senado.
Trata-se de um caso de malversação de imagem. Dois participantes do encontro juram que o quarteto foi à casa de Aécio por pura cortesia, não tratou de política e jamais supôs que a fotografia, clicada por Letícia, a mulher do senador, fosse usada para bombá-lo.
A legenda, feita por Aécio, revela quão desorientado estava o ex-candidato do PSDB à Presidência. Foram meses de falta de rumo pessoal, político e financeiro

Planalto quer ação rápida contra denúncia de Janot




Folha de S. Paulo

 poGustavo Uribe e Daniel Carvalho

Na semana decisiva para sua sobrevivência no cargo, o presidente Michel Temer tenta mobilizar a base aliada para barrar, já na primeira quinzena de julho, a denúncia que a Procuradoria-Geral da República deverá apresentar contra ele por corrupção.
Em reunião no Palácio do Alvorada neste domingo (25), o peemedebista discutiu com sete ministros, além de parlamentares, estratégia para lidar com denúncia preparada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
O governo quer liquidar a denúncia em três semanas, mas não sabe ainda como será apresentada, se fatiada ou uma única peça, nem quando chegará ao Congresso.
Por isso, Temer deixou a equipe de sobreaviso para um novo encontro tão logo Janot conclua os trabalhos.
Além de abreviar prazos na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, o Palácio do Planalto pretende garantir a nomeação de um relator próximo à gestão e um placar folgado na comissão para recusar a denúncia.
A ideia é que Temer use apenas três de dez sessões a que tem direito para apresentar sua defesa, pressionando o relator a elaborar a conclusão também em três sessões, e não nas cinco previstas.
O Planalto trabalha para que o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), indique para a relatoria um parlamentar peemedebista gaúcho: Alceu Moreira ou Jones Martins. Os dois tiveram parte de suas campanhas eleitorais em 2014 financiadas por Michel Temer, como mostrou a Folha.
Além disso, o governo defende substituições de titulares e suplentes na CCJ para garantir a presença de parlamentares combativos, que defendam insistentemente o presidente em discussões.
Neste domingo (25), a Folha mostrou que um quinto dos 66 titulares que julgarão a procedência da denúncia na comissão já foi citado em planilhas de pagamentos ou nas delações de executivos da Odebrecht e da JBS.
A avaliação do Palácio do Planalto é que, quanto mais se estender a tramitação da denúncia, maior será o desgaste do presidente e a duração da crise política, que tem afetado o cronograma das reformas governistas.
Caso não seja possível liquidar a fatura antes do início do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho, a base aliada articula o adiamento das "férias", segurando a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). 

Lava Jato quer preservar bancos da delação de Palocci




Folha de S. Paulo - Mônica Bergamo


A força-tarefa da Operação Lava Jato está apreensiva com o impacto da delação de Antonio Palocci no sistema financeiro do país. Estuda uma forma de, ao contrário do que ocorreu com as empreiteiras, preservar as instituições e os empregos que geram.
A mesma preocupação tem sido demonstrada pelo próprio Palocci nas conversas com os procuradores. Ex-ministro da Fazenda, ele tem ponderado que seria importante separar os bancos, como empresas, dos executivos que cometeram crimes.
Uma das ideias que já circularam seria a de se promover uma complexa negociação com os bancos antes ainda da divulgação completa dos termos da delação de Palocci. Quando eles viessem a público, as instituições financeiras já teriam feito acordos de leniência com o Banco Central, pagando as multas e liquidando o assunto. Isso em tese evitaria turbulências de proporções ainda maiores do que as inevitáveis.
A dificuldade é como fazer isso em tempo exíguo, já que a negociação com Palocci para a delação premiada está em etapa avançada.
Empreiteiras como a Odebrecht sofreram graves consequências quando os escândalos em relação a elas se tornaram públicos. Tiveram que demitir em larga escala, paralisaram atividades, enfrentaram problemas de financiamento e se desfizeram de patrimônio. Algo parecido ocorre agora com a JBS.

Temer: governo agoniza, não reage e comete erros



Folha de S. Paulo – Leandro Colon


O ministro da Justiça, Torquato Jardim, marca uma entrevista de última hora. Fala por menos de três minutos, foge das perguntas dos repórteres e deixa sozinho à mesa o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello.
Episódios constrangedores e de comunicação desastrosa sobram no governo de Michel Temer, mas esse merece um lugar cativo: um ministro convoca a imprensa para bancar a permanência de quem ele já decidiu trocar, faltando apenas coragem para fazê-lo. Aos jornalistas o mesmo ministro evita garantir Daiello na direção da PF e ainda o abandona na frente das câmeras.
O governo Temer vive dias de pré-queda do governo Dilma Rousseff. Sem rumo, agoniza na Esplanada expondo falhas de estratégia, erros primários de comunicação, agenda internacional desprezível, e deslizes em votações essenciais como a da reforma trabalhista no Senado.
Depois de uma retomada de fôlego político nas semanas seguintes à revelação da delação da JBS, Temer termina o mês de junho em seu pior momento desde a divulgação do áudio do encontro com Joesley Batista.
Das ruas, o apoiou minguou, conforme mostra o Datafolha. Além dos pífios 7% de ótimo ou bom, em um ano subiu de 31% para 69% a avaliação "ruim ou péssimo" sobre o governo. Caiu de 42% para 23% a parcela que vê a gestão como "regular".
É diante deste cenário que a Procuradoria-Geral da República denunciará o presidente logo mais -no mínimo por corrupção passiva- em razão de sua relação com a JBS.
Impopular, investigado, provavelmente denunciado, e cada vez mais isolado, Temer não demonstra reação política. Aposta tudo na suposta fidelidade de uma base no Congresso e no discurso de que ele, Temer, é essencial na condução das reformas. O governo ficará inviável quando a mesma base perceber que o presidente se transformou em um problema e que não precisa mais dele no Planalto para aprová-las.
Pesquisa realizada pelo Datafolha sobre intenções de voto para a disputa presidencial de 2018 apontam que o ex-presidente Lula (PT) manteve a liderança, com 29% a 30% das intenções de voto, seguido por Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC).

Líderes dizem que rejeição de acusação não é certa


Na Câmara dos Deputados
Representantes partidários na Câmara dizem que rejeição de acusação de Rodrigo Janot não é certa

O Estado de S. Paulo- Julia Lindner

Líderes da base aliada de Michel Temer na Câmara dos Deputados afirmaram ao Estado não ser possível assegurar a rejeição da denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar até amanhã contra o presidente da República. Mesmo com uma coalizão estimada em cerca de 400 deputados, parlamentares ponderam que o teor da acusação formal e os seus desdobramentos podem influenciar o posicionamento dos congressistas, aumentando o risco de Temer sofrer um revés.
A denúncia contra o presidente é apresentada no Supremo Tribunal Federal, que só pode julgar sua aceitação ou não com o aval da Câmara. Após ser encaminhada para a Casa, a acusação tramita primeiro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para o plenário. São necessários os votos de 172 dos 513 deputados para negar a autorização. Se aprovada por no mínimo 2/3 da Casa, retorna ao Supremo. Caso a Corte aceite a denúncia, o presidente é obrigado a se afastar do cargo por 180 dias.
Para Baleia Rossi (SP), líder do PMDB, partido de Temer e que tem a maior bancada da Casa, com 64 deputados, o governo não pode se descuidar. “No Parlamento nada é automático. Vai ter que trabalhar. Cada líder da base vai ter que trabalhar sua bancada. Vai ter que ter convencimento. Não dá para achar que está tudo resolvido.”
Segundo ele, é preciso “conhecer os elementos da denúncia e formar um convencimento para ajudar os deputados a formarem sua convicção”.
Comissão. Além do PMDB, os principais partidos aliados também não asseguram vida fácil ao governo, em especial na CCJ. DEM e PSDB, por exemplo, rejeitam a hipótese de substituir nomes no colegiado que possam votar contra a denúncia. “Os nomes (do DEM) na CCJ estarão todos preservados, não vou mudar ninguém para atender algum desejo do governo ou algo assim. Vão votar com sua consciência”, disse Efraim Filho. A bancada do DEM tem 29 deputados.
De acordo com o líder do PSDB na Câmara (46 integrantes), Ricardo Tripoli, os tucanos vão “votar de acordo com a sua consciência”. Tripoli disse que “de forma alguma” haverá troca de membros em favor do governo. Ele também não garante qual será a posição dos tucanos na denúncia: “Vamos reunir a bancada, vamos discutir e vou tentar buscar maior número de consenso para nos manifestarmos em uníssono”.
Outros líderes seguem a mesma linha. “Não vou fazer um exercício de futurologia. Não é possível prever (se haverá manutenção de apoio)”, disse José Rocha, do PR, cuja bancada possui 37 deputados.
Jovair Arantes, do bloco PTB, PROS, PSL, PRP, que tem 24 deputados, disse que não pode “agir por hipótese”. “Tenho que ver a denúncia e analisar. Só tomo decisão com meu time (bancada)”, afirmou. “Não sabemos o que vai acontecer”, completou Marcos Montes, do PSD.
Articulações. O Planalto aposta em uma estratégia jurídica associada à política para derrubar a denúncia na Câmara. Temer passou o fim de semana tratando do tema. No sábado, viajou a São Paulo para se encontrar com seu advogado Antonio Cláudio Mariz.  No domingo, ele se reuniu no Palácio da Alvorada com ministros, líderes e aliados no Congresso.
Apesar de o encontro ter como pauta oficial as votações no Congresso, o Planalto confirmou que outro advogado do presidente, Gustavo Guedes, também participou da reunião. De acordo com a lista oficial, participaram os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Torquato Jardim (Justiça), Eliseu Padilha (Casa Civil), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Moreira Franco (Secretária-Geral da Presidência) e Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional). Estavam presentes também o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os líderes do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), e na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
Temer é investigado por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa. Janot poderá apresentar uma única denúncia ou fatiá-la de acordo com os crimes apurados.
No convencimento de deputados, o Planalto vai argumentar que o procurador-geral da República age de maneira pessoal ao acusar Temer. Outro argumento é o de que a classe política deve se unir para salvar o presidente porque, caso contrário, toda ela estará ameaçada.